Sociedade

CRISE DO RIO

Crise e especulação imobiliária aumentou o tamanho de favelas e moradias precárias no Rio

quarta-feira 29 de agosto| Edição do dia

FOTO: Agência Estado

O aumento horizontal de áreas de favelas (o aumento em extensão), entre 2016 e 2017 registrou o maior número desde 2012. A causa para isso é crise econômica, somada com o descaso do estado com os governos de Pezão, Paes, Cabral e Crivella; e a pressão da especulação imobiliária, que fazem com que milhares de pessoas tenham que ir morar em áreas precárias. Segundo o censo do IBGE de 2010, 1,4 milhões de pessoas ou 22,2% da população da cidade do Rio viviam nessas regiões. Provavelmente, esse número aumentou desde lá.

Também impressionante é o aumento do número de moradores de rua. Entre 2013 e 2016 o número de moradores de rua praticamente triplicou na cidade e ultrapassa 14 mil.

Apesar desses dados o número de imóveis vazios no Brasil era alto, e no censo de 2010 ultrapassava o déficit habitacional. Ou seja, a barbárie capitalista, além de pauperizar a população ainda a obriga a morar em condições precárias enquanto mantém imóveis vazios, uma grande parte deles para a especulação imobiliária.

Isso é fruto do descaso do estado do Rio, que financia capitalistas corruptos enquanto relega a maior parte da população à pobreza e vidas precárias. Enquanto bilhões são do estado vão aos cofres dos bancos ou de empresas aliadas dos políticos governantes, a população mora na rua ou em locais precários. É necessário parar de pagar a dívida pública e financiar um plano de obras públicas que emprega a população na construção de moradias e infraestrutura nas favelas, assim como os imóveis vazios da especulação imobiliária deveriam ser expropriados pelo estado, colocando as casas para o uso das pessoas que não tem moradia.




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