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Crise dos estados pode se tornar crise bancária?

O Banco do Brasil estaria exposto a R$ 38 bilhões, enquanto a Caixa a R$ 33 bilhões. No BNDES, o valor chega a R$ 49,6 bilhões.

segunda-feira 28 de novembro| Edição do dia

Mergulhados em uma crise financeira sem precedentes, Estados e municípios devem R$ 120,6 bilhões aos bancos públicos, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. O passivo é resultado de uma política que, nos últimos anos, irrigou esses governos com recursos federais.

O Banco do Brasil estaria exposto a R$ 38 bilhões, enquanto a Caixa a R$ 33 bilhões. No BNDES, o valor chega a R$ 49,6 bilhões.

O jornal apurou que, do total emprestado pela Caixa, 42,5% têm o aval da União. No BB, essa parcela é de 97%. O BNDES não informou o porcentual exato, mas disse que a maior parte dos créditos tem garantia do Tesouro Nacional. Ou seja se os estados não pagarem a Caixa pode ter complicações financeiras, no caso do BB e do BNDES o governo federal deveria arcar esses pagamentos.

Rio insolvente, futuro dos estados e do sistema bancário?

Diante da fragilidade financeira dos Estados, algumas instituições têm registrado atrasos em pagamentos, que acabam bancados pelo Tesouro. O Rio de Janeiro já precisou que a União honrasse R$ 1,16 bilhão em seu lugar. Para não ficar no prejuízo, a União bloqueia dinheiro de contas indicadas pelo próprio Estado, geralmente aquelas que recebem o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a arrecadação do ICMS. Levando a nova falta no Estado. Um mecanismo de cobertor curto onde o que nunca falta é ao sistema bancário.

Porém mesmo esse mecanismo não se aplica a mais de 50% da dívida dos estados à Caixa. Não só o Rio de Janeiro está enfrentando uma crise mas também o Rio Grande do Sul e as previsões para o próximo ano em vários estados é de aproxima-los do destino carioca e gaúcho.

Os cenários internacionais projetam uma situação onde as commodities devem cair de preço e também uma tendência a saída de capitais de países como o Brasil, nesse cenário a arrecadação dos Estados deve seguir caindo em 2017, abrindo questionamentos não só a situação de diversas empresas que tem dívidas em dólar mas também a bancos públicos como a Caixa. A Caixa também é responsável pelo pagamento de diversos direitos sociais e trabalhistas, sua crise implicaria em mais dramáticos contornos sociais.

Frente a esse cenário o governo Temer está estudando conceder novos empréstimos aos estados, "rolando" as dívidas para frente. A funcionalidade contábil da operação pode indicar êxitos mas os "indicadores deteriorados" pressionarão os empresários a querem que cada estado adote seus próprios "pacotes de maldade" para rivalizar com Pezão e Sartori. Esses novos dados das dívidas dos estados lançam luz sobre possíveis novos capítulos da crise.

Com informações da agência Estado




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