Política

CRISE DO REGIME DE 88

Crise de representatividade: porcentagem de votos nulos e brancos dobram em relação a 2014

Estamos frente a uma eleição diferente de todas as que já aconteceram no país, depois dos 30 anos em que houve a redemocratização no Brasil. Em uma eleição marcada pela tutela do judiciário e das forças armadas, do crescimento da extrema direita e da rejeição ao sistema partidário, os eleitores se colocam indecisos ou por fora das eleições.

Rafaella Lafraia

São Paulo

terça-feira 18 de setembro| Edição do dia

De acordo com a publicação da Folha de S. Paulo o percentual de eleitores que relatam, em pesquisa Datafolha sobre a intenção de voto, para as eleições de 2018, que optarão por anular ou deixar seu voto em branco é superior aos dados obtidos em pesquisas realizadas nas últimas eleições.

Segundo a nota, 13% dos eleitores irão optar por deixar o voto ao candidato a presidente, no primeiro turno, branco ou nulo. Como comparação, no mesmo período - um mês antes das eleições-, a parcela da população que tomava essa ddecisão era de 6% em 2014 e 4% nos anos de 2010, 2006 e 2002.

A crise de representatividade já estava bem evidente no período que antecedia as eleições, mas fica cada dia mais gritante quando se tem uma pulverização com 13 candidatos à presidência, sendo que nenhum destes consegue emplacar nas intenções de voto e defender o programa de ataques a classe trabalhadora que a burguesia demanda.

Diante da manipulação do judiciário (impedindo o direito do povo decidir em quem votar), da inércia do Partido dos Trabalhadores (PT) - que ao invés de lutar contra esta imposição do judiciário acaba apostando na transferência da intenção de votos de Lula a Haddad - com o crescimento da extrema direita e com o avanço da tutela do regime também por parte das forças armadas, boa parte da população ou se vê indecisa ou prefere abdicar desta escolha, já que independente de qual dos candidatos ganhe as eleições aprovará ajustes cada vez mais duros do que já vinham sendo feitos para que a população pague pela crise e não os capitalistas.




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