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DESEMPREGO

Crise capitalista: desemprego ampliado para 24,3 milhões de brasileiros

O mercado de trabalho no país está muito pior do que mostram os economistas da grande mídia burguesa, com seus dados que direcionam a opinião sobre um fato. A taxa de desemprego subemprego, ou desemprego ampliado, no último trimestre de 2016 bateu novo recorde no país, chegou a 22,2%, 1,1% a mais em comparação com o trimestre anterior.

quinta-feira 23 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Enquanto a taxa normalmente apresentada sobre o desemprego considera apenas quem procura trabalho e não encontra, o desemprego ampliado considera todos aqueles que fazem bico (trabalho informal) por falta de opção, trabalhando menos hora do que poderia. Inclui também aqueles que desistiram de procurar emprego. Um índice mais próximo do que vive atualmente a classe trabalhadora do país, mostrando um dado mais geral do desemprego fruto da crise econômica que vivemos.

A pesquisa é com base na Pnad Contínua do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (24), mostra um dado real sobre o desemprego. Muitas destas pesquisas escondem o real efeito da crise sem nosso país, o que é revelado por esta é realmente brutal. Quando relacionada com o terceiro trimestre de 2016, revela um crescimento de 1,4 milhão a mais de pessoas nesta situação. Em relação ao quarto trimestre de 2015, um aumento de 5,8 milhões.

A região mais afetada é o Nordeste, chegando a 33%, enquanto a menor é o Sul, 13,4%. Dentre os estados, a Bahia é o mais afetado, 36,2%, o menor Santa Catarina 9,4%. Entretanto, em todos o casos foi registrado um alto índice de crescimento do desemprego.

Considerando apenas o desemprego, já temos um dado suficiente alarmante. A taxa no quarto semestre de 2016 ficou em 12%. As regiões que apresentaram resultado acima da média foram Nordeste (14,4%), Norte (12,7%) e Sudeste (12,3%). As que ficaram abaixo foram Centro-Oeste (10,9%) e Sul (7,7%).

Outro dado alarmante é o tempo de procura por emprego tem quase que dobrado, onde quase metade dos desempregados buscam uma vaga a pelo menos um ano. Cerca de 25% buscam vaga a pelo menos dois anos, crescimento de 52,9% neste índice.

Tais dados mostram a atual situação do país, que longe de ser solucionada, está se agravando. Junto com vários direitos colocados em cheque pelo governo golpista Temer, que faz política para os desempregados penarem ainda mais nesta situação, como a reforma trabalhista e previdência, que fará com que os trabalhadores amarguem ainda mais essa situação de miséria social. Ao passo que 10 mil brasileiros se tornaram milionários, justamente com a miséria dos trabalhadores, podemos para quem trabalha Temer e sua equipe de economistas.

Com informações da Agência Estado




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