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RIO DE JANEIRO

Crianças são impedidas de ir à escola por ação policial no Alemão

Hoje foi o dia de volta ás aulas para as crianças matriculadas na rede municipal do Rio de Janeiro, mas nem todas as crianças puderam voltar para as salas de aula, por conta da operação da polícia no complexo de favelas do Alemão.

quinta-feira 2 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Fotografia Ocupa Alemão

Moradores relatam que ainda de madrugada começaram os tiros que duraram o dia todo, impedindo que as crianças pudessem ir à escola no primeiro dia do ano letivo, e à tarde era possível esbarrar com policiais subindo a pé pelas ruas da comunidade.

A violência das ações da polícia é uma realidade que os moradores tem que se deparar cotidianamente, que afeta as crianças que não podem sair de casa ou estudar e os trabalhadores que não podem faltar ao trabalho mesmo com o risco que correm ao sair de casa. O Estado utiliza a justificativa de combate às drogas para continuar matando e encarcerando a população pobre e negra das favelas.

Não há um só dia que não haja mortes, repressão e abusos dentro das favelas. O projeto de pacificação da favelas vem dando mostras que é um projeto de extermínio e violência desde a explosão do caso de desaparecimento do pedreiro Amarildo e de lá pra cá inúmeras situações de violência veem sendo noticiadas. Se antes ainda havia a esperança dos moradores que pela via da UPP eles teriam sua dignidade e cidadania garantida, hoje eles já conseguem perceber a falácia do Estado.

A favela não sofre só com a violência policial mas também com o descaso do poder público na garantia dos direitos mínimos como educação. Hoje, no dia que seria a volta às aulas, não foi somente a ação da polícia que impediu a ida das crianças à escola mas também a falta de professores na rede pública de ensino. Ou seja, a violência do Estado vem tanto descarada com arma na mão, quanto velada quando não garante à população mais pobre o acesso ás políticas públicas como educação e saúde!




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