Sociedade

PROBLEMAS DA ELITE

Crianças que têm os pais presos pela Lava Jato: o "jornalismo" de Joyce Pascowitch

A revista "Poder", da Joyce Pascowitch, trouxe matéria em que uma psiquiatra foi consultada sobre o seguinte tema: "O que dizer para as crianças quando seus pais são levados pela Polícia Federal?".

Fernando Pardal

@fepardal

segunda-feira 19 de dezembro de 2016| Edição do dia

A matéria da revista Poder trás o título: "Psiquiatra ensina como lidar com as crianças que têm os pais presos na Lava Jato".

Sabemos que o poder judiciário, e em particular aqueles juízes acometidos de uma imensa megalomania após seus cursos nos EUA e com seus salários de dezenas de milhares de reais, querem fazer do poder judiciário não apenas o grande impulsionador do golpe institucional, mas o grande árbitro da política nacional.

Assim, saem prendendo a torto e à direito, vazando as provas que lhes convém, enchendo os bolsos com as boladas que ganham com as delações premiadas. E vem aí as 800 delações premiadas da Odebrecht que o "todo poderoso" Ministro do STF Teori Zavascki decidirá, de acordo com seus interesses, se vai homologar ou não.

Tudo isso "encheu a bola" de Moro e seus amigos, fazendo com que ele não apenas virasse um grande "herói dos coxinhas", como ilustra esse cidadão abaixo:

Como recebesse prêmios e comemorasse com seus amigos mais chegados:

Mas nem tudo são flores na terra dos coxinhas. Afinal, todo grande empresário tem seus esquemas de propina e todo político a serviço dos patrões também (pois não dá pra eles viverem apenas com seus salários imensos e privilégios em plena crise, não é?). Os amigos de Joyce Pascowitch com certeza devem fazer parte dessa "seleta elite" que anda muito preocupada com o resultado dessa ou daquela delação, e se até o "santos" como Cunha, Garotinho, Cabral e Malafaia já foram levados pela PF, quem pode garantir que amanhã não será o seu esquema de corrupção a ser delatado?

Pascowitch, além de tudo, é uma expoente do "jornalismo de elite" desse país, como esse histórico vídeo - que as redes sociais jamais deixarão morrer - mostram, em um célebre quadro de seu programa comandado pela "socialite" Narcisa Tamborindeguy:

Infelizmente, nem tudo são flores até na vida de uma mulher de luxo como Pascowitch, e por isso as preocupações vão além da "arte orgânica" e chegaram ao tema do que fazer com seu filho se a polícia federal vier te pegar. No caso, é aquele "momento do choque" em que a PF bate à porta o que preocupa mesmo, porque depois que o preso fizer sua própria delação premiada, e encher os bolsos do judiciário com o quinhão que lhe cabe, ele certamente poderá voltar para sua mansão e cumprir a dura pena de ficar confinado ali com uma tornozeleira eletrônica. Nesse caso, vai ter muito tempo de qualidade com a família.

Mas há preocupações muito maiores, como a festinha de aniversário da criança ou o bullying na escola. Nesse caso, a psiquiatra Lee Fu-I, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, aponta que o "O pior que pode ocorrer é quando parte dos docentes tem posições políticas radicais, inflexíveis, e participa de forma velada do bullying. Acontece tanto em escolas pública como em particulares."

Ainda bem que essa gente inventou o Escola Sem Partido, por exemplo, que irá prevenir que os docentes radicais aliciem as crianças para organizar um grande esquema de bullying contra as crianças cujos pais levados pela polícia. Como sabemos, radicalismo não leva à nada...

O entrevistador, em determinado momento, faz uma pergunta que sem dúvida expressa bem a mentalidade dos leitores: "O dinheiro ajuda?". Ainda que a psiquiatra ateste que o sentimento de "ruína do herói" será o mesmo, quem conhece os esquemas da política dos capitalistas sabe que o dinheiro pode muito bem trazer certos "heróis" de volta à cena...

Enquanto isso, vamos torcer para essas crianças não ficarem tristes como nessa ilustração de Jairo Malta que ilustra essa pérola do jornalismo brasileiro:




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