Sociedade

EMPREGO

Criação de empregos é 80% menor do que previam os economistas

Foram previstos o saldo positivo de 1 milhão de postos com carteira assinada, porém a expectativa agora é que apenas 200 mil sejam criados.

terça-feira 17 de julho| Edição do dia

Foto: Fila em frente ao Sindicato dos Comerciários em São Paulo, para tentar conseguir uma das 1800 vagas oferecidas (Danilo Verpa/FolhaPress).

Mais uma vez as previsões dos economistas burgueses falharam.
Economistas contratados pela Folha de São Paulo, apologista do golpe e do governo Temer, não conseguem esconder que a crise econômica ainda está longe de ser resolvida.

Na matéria diz ainda que, nesse ritmo, seriam necessários 10 anos para recuperar todos os 3 milhões de postos que foram perdidos com a crise econômica.
Essa previsão não leva em conta o fato de que todo ano cerca de 1 milhão de jovens entram no mercado de trabalho, de modo que mesmo com esses novos postos, o desemprego, que chegou a 12,7% em maio, ainda pode aumentar. Apesar desses dados nada animadores, os economistas não escondem que o ano de 2018 ainda pode terminar com um saldo líquido de demissões.

Mesmo com a mídia golpista fazendo de tudo para encobrir os dados negativos da economia sobre o governo Temer, fica cada vez mais evidente para os trabalhadores que a crise não está longe de acabar, e o medo do desemprego aumenta cada vez mais. Mesmo assim, os lucros dos empresários continuam em alta enquanto descarregam os custos da crise sobre as costas dos trabalhadores. Por isso, é necessário que os trabalhadores se organizem e, ao lado dos desempregados, exijam que as centrais sindicais saiam de seu imobilismo e organizem uma luta contra o desemprego, exigindo dos empresários a abertura das contabilidades e a repartição das horas de trabalho com os desempregados sem a diminuição dos salários, além de exigir do Estado um plano de obras públicas que combata o desemprego.




Tópicos relacionados

Desemprego   /    Sociedade   /    Economia

Comentários

Comentar