Economia

DESEMPREGO

Cresce o desemprego entre os chefes de família

Se a taxa de desemprego já havia batido recorde, encerrando em junho o segundo trimestre com a taxa de 11,3%, ainda mais alarmante agora é o fato que apontam as pesquisas, o crescimento do desemprego entre a parcela de trabalhadores que é chefe de família, sejam homens ou mulheres.

segunda-feira 1º de agosto| Edição do dia

Nessa camada da população trabalhadora o desemprego teve uma alta de 72%, de 3,53% dos trabalhadores no início da recessão, em meados de 2014, para 6,07% no primeiro trimestre de 2016.
A gravidade do fato é que o os chefes de família são geralmente a parcela da população com maior estabilidade nos postos de trabalho, 45% dos empregados a pelo menos 2 anos.
A alta do desemprego entre os chefes de família impacta não só toda a família, que fica sem sua maior fonte de renda, como também todo o mercado de trabalho e a sociedade. Para compensar a perda do principal ganha pão da família mesmo os mais jovens se vêm obrigados a se precipitar no mercado de trabalho em busca do primeiro emprego. Fazendo com que jovens tenham de conciliar o trabalho e a educação, o que acarretará problemas tanto na sua formação em particular, como no conjunto da sociedade posteriormente, com o provável aumento da evasão escolar e a diminuição na média de tempo de estudo da sociedade.
Além disso, a ida desses jovens obviamente não supre a renda familiar perdida. O primeiro fato a se considerar é a taxa de desemprego na juventude (26,4%), que é muito maior que a taxa geral (11,3%). Sem experiência aos jovens só sobram os trabalhos mais precarizados, nos quais a exploração é mais brutal, com alta rotatividade e baixíssimos salários. Por isso o aumento do desemprego entre os chefes de família está estreitamente ligado a outro fato: a diminuição do poder de compra, que caiu 4,2% nesse segundo trimestre.
Soma-se a isso, além da precarização resultante da entrada forçada e precoce dos jovens no mercado de trabalho, que sem experiência disputam por vagas no telemarketing, comercio e serviços, o fechamento de vagas com carteira assinada e o crescimento do mercado informal, onde os trabalhadores não possuem seus direitos resguardados.
O crescente desemprego em todas as camadas da população é fruto da crise pelo qual passa o país e da falta de perspectivas para a retomada no curto prazo do crescimento. Assim, mesmo após anos de crescimento, em que os capitalistas acumularam lucros tremendos, eles se recusam a ter sua taxa de retorno rebaixada e promovem demissões em massa, além do fechamento de diversas fábricas. Portanto, o que esse cenário escancara é a farsa do capitalismo que promete emprego e desenvolvimento para todos, mas quando a crise estoura, e as crises sempre se sucedem, quem paga é a classe trabalhadora.
Por isso, colocamos nossas pré-candidaturas a serviço da defesa dos empregos dos trabalhadores, que não devem ser eles que paguem pela crise. Construir uma voz anticapitalista, é reforçar uma voz que lute contra o fechamento de fábricas e as demissões em massa, assim como nossos candidatos sempre se colocaram seja na luta contra o fechamento da MABE em Campinas, ou no apoio continuo nas greves dos trabalhadores da Mecano Fabril, em Osasco. Que as fábricas passem ao controle dos trabalhadores, para que se implementem jornadas rotativas de escala de trabalho ao invés das demissões, e que os salários sejam reajustados automaticamente de acordo com a inflação, para que os trabalhadores não percam seu poder de compra. Por isso nestas eleições municipais convidamos todos para que conheçam nossos candidatos e construam uma voz anticapitalista em defesa dos trabalhadores.




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