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Cresce em 462% o número de focos de incêndio no Pantanal em 2019: é política do governo

Dados do INPE mostram que em comparação do mesmo período de 2018 para 2019 houve um crescimento de 462% no número de focos de incêndio no Pantanal. A política entreguista do governo Bolsonaro leva, cada vez mais, a degradação ambiental e a precarização das condições de vida da população.

sexta-feira 1º de novembro| Edição do dia

Comparando os dados de registro de focos de incêndio no Pantanal do período de janeiro a outubro de 2018 com o mesmo período de 2019 verifica-se um salto de 462% de aumento. Estes são os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em matéria do O Globo.

Estes dados ficam ainda mais alarmantes por que o bioma voltou a passar por incêndios desde o último domingo (27/10) e segundo Felipe Dias, diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal, o agravante se dá, principalmente, no Pantanal do Sul, onde o clima está mais seco, o que é considerado atípico para esta época do ano, que costuma ter maior volume de chuvas. Desta forma a propagação dos incêndios na região é facilitada devido à combinação de clima seco, com temperaturas altas e ventos fortes.

Obviamente que estas condições propiciam a propagação de focos de incêndio, que são naturais para este bioma, mas não podemos ignorar que este crescimento está atrelado a afirmação feita por Bolsonaro em um evento com investidores na Arábia Saudita na qual dá indicação de que em seu governo houve uma potencialização dos incêndios na Amazônia. Essa fala, ligada a outras declarações como a defesa dos grandes empresários do agronegócio, a culpabilização dos indígenas pelas queimadas dentre inúmeras outras, reforça que a real política deste governo é a entrega a qualquer custo das nossas riquezas as grandes empresários do agronegócio e dos imperialistas.

Nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) defendemos que a transformação dessa realidade perpassa por uma mudança radical da sociedade em que vivemos. Não há conciliação histórica possível entre uma produção voltada para o lucro – cuja dinâmica inexorável é a acumulação do capital – e qualquer coisa parecida com a utilização racional e ambientalmente correta dos recursos naturais. Somente a organização de uma sociedade emancipada das garras do capital e, portanto, com base nos produtores livremente associados poderá superar a exploração predatória da natureza, a crise ambiental e a miséria social na qual estamos submetidos.




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