CovidApp: universidades desenvolvem aplicativos para auxiliar combate ao vírus

Pesquisadores da USP desenvolveram, através do uso de redes sociais, um aplicativo que pode fornecer informações e auxiliar os usuários em quais atitudes deve tomar, com uma espécie de "pré-triagem" que indica a necessidade de realizar testes e atendimento médico. Outro aplicativo criado voluntariamente por desenvolvedores na UFSC revela se pessoas podem ter tido contato com infectados ou suspeitos através de aproximações detectadas pelo bluetooth de pacientes marcados por profissionais da saúde como suspeitos ou confirmados do Covid-19.

segunda-feira 30 de março| Edição do dia

Mesmo com os duros ataques à pesquisa feitos nos últimos ano, em especial por Bolsonaro e Weintraub, as universidades vêm mostrando todo o potencial da ciência e da técnica para o combate do coronavírus.

Muito mais eficiente do que chá ou caldo, como indicou o ministro da Saúde, Mandetta, melhor ainda do que a negação bolsonarista da pandemia para defender os lucros de seus amigos empresários ("economia"), os pesquisadores brasileiros tiveram diversas iniciativas como a produção de álcool em gel, testes e até respiradores. Agora, há aplicativos desenvolvidos para auxiliar no combate o coronavírus.

Pesquisadores da USP desenvolveram, através do uso de redes sociais, um aplicativo que pode fornecer informações e auxiliar os usuários em quais atitudes deve tomar, com uma espécie de "pré-triagem" que indica a necessidade de realizar testes e atendimento médico. Outro aplicativo, o CovidApp criado voluntariamente por desenvolvedores na UFSC revela se pessoas podem ter tido contato com infectados ou suspeitos.

Diferente de outras iniciativas como o aplicativo do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e do Governo de Israel, que capturam a trajetória dos usuários invadindo a sua privacidade, o CovidApp não coleta rastros e é totalmente anônima, e portanto preserva a privacidade dos usuários.

A descrição do App no site mostra a preocupação de rechaçar as medidas autoritárias do Governo de Israel, que para impor pela repressão a quarentena, passaram a espionar a população.

“A solução será ainda muito útil depois do pico da epidemia, quando as pessoas começarem a sair do atual isolamento, evitando ou minimizando uma segunda onda de contaminação”, traz a página sobre o projeto.

A tecnologia, usada para a saúde pública e prevenção, pode ser um pilar fundamental no combate ao Covid-19. Estes projetos de aplicativos, como de todas as outras iniciativas nas universidades públicas, deveriam estar sendo financiados e tendo forte apoio do governo federal e de João Doria, mas estes vêm secundarizando qualquer abordagem científica e racional da pandemia.

Bolsonaro simplesmente já menospreza as mortes em nome da sagrada economia, os governadores mantém como principal medida as quarentenas, que demonstram ser pouco eficientes isoladas em si mesmas sem testes massivos e uma estrutura adequada da saúde pública (como estamos vendo nos desastres na Espanha e Itália).

Junto com os testes massivos, a recuperação e ampliação do SUS (através da centralização de todo sistema de saúde privado e público, com contratação imediata de todos profissionais da área e garantia das ferramentas de proteção e trabalho; criação de hospitais e dos milhares leitos de UTI necessários) e o necessário isolamento social, estes aplicativos poderiam ser uma importante ferramenta na luta contra a pandemia.




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