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Covid-19 fase 2 no México: onda de greves em Matamoros

A resistência operária com dezenas de paralisações espontâneas cresce na cidade de Matamoros, Tamaulipas, La resistencia obrera con decenas de paros espontáneos crece en la ciudad de Matamoros, Tamaulipas, após atingir a fase de contingência sanitária com 41 casos confirmados de Covid-19. Algumas demonstrações incipientes de descontentamento se somam em fábricas de Reynosa e Ciudad Vitoria, assim como estabelecimentos de Nuevo Laredo, a maior aduana da América Latina.

quarta-feira 8 de abril| Edição do dia

As denúncias de empresas na fronteira que não detém suas atividades cresce a cada hora. Algumas delas são AVANT, Senisa, Vertiv funcionando até mesmo com tempo a mais, Starkey, Electrocomponentes, Flex Sur, EATON, Nicro K, BRK, entre muitas outras.

Utilizando pretextos de que produzem insumos médicos, ainda que seja apenas um dos seus produtos, empresas como EASY Wey argumentam que seus produtos, como guardas-sol de praia são “essenciais”. E empresas como TRICO componentes estão convocando os operários a trabalharem voluntariamente com incentivos salariais atrofiados e por fora dos acordos coletivos.

Algumas maquiladores como GENIE conseguiram paralisar nesta segunda e terça-feira, por iniciativa dos operários, e estão em negociação pa%a conseguir a paralisação das atividade e 100% dos salários, assim como o acordo para que não demitam.

No entanto, isso não garante que os direitos das e dos operários sejam cumpridos, já que existem algumas que conseguiram paralisar as atividades com promessas de 100% e os acordos não estão sendo cumpridos ou acordos com desvantagens salariais, no caso da INTEVA foi acordado 100% mas estão notificando que será apenas 60% agora que os operários já estão nas suas casas.

Insalubridade criminal

Naquelas empresas que seguem funcionando é denunciado que de onde sai o material até o empacotarem não existe limpeza, sem salubrdade. Tampouco existe o pessoal ncessário para evitar que o material seja enviado infectado. Não são fornecidas nem máscaras, nem luvas, nem gel desinfetante aos operários, tampouco lhes é permetido lavar as mãos regularmente.

Começam a crescer as declarações operárias sobre infectados de Covid ou outros operários adoecem e os fazem passar como doentes com pneumonia. Assim também mantém os membros de grupos de risco, com diabetes e hipertensão, mulheres grávidas, seguem trabalhando e apenas os que apresentam sintomas chegam a ser isolados, mas sem paralisar a produção nestas fábricas.

Aquelas empresas que demonstram ser atividades essenciais, devem em primeiro lugar ser obrigadas a não reduzir os salários e não demitir. É necessário que nestas fábricas sejam formadas comissões independentes de higiene e segurança a partir da base operária destas maquiladores. Deve ser exigido que se realizem testes massivos em todas e todos os operários e que seja permitido que todo contagiado se retire com a garantia de 100% do salário e sem demissões.

O movimento operário tem a alternativa ao seu alcance

Na segunda-feira, 6 de abril, a direção do Sindicato de Jornaleiros e Operários Industriais e da Indústria Maquiladora (SJOIIM)/Confederação de Trabalhadores do México (CTM) de Matamoros, que agrupa a maior quantidade de operários e fábricas desta cidade, declarou em conferência de imprensa que exigirá do governo federal e estadual que obrigam as empresas a paralisarem suas atividades. Assim como também declarou que exigem que mandem os trabalhadores para descanso com 100% do salário. Chegou inclusive a Así también declaró que exigen se envíen con descanso a sus plantillas laborales con el 100% de salario. Ameaçou até mesmo convocar uma greve geral de todas as suas empresas sindicalizadas.

Ainda que o discurso sea diferente do restante dos sindicatos em Matamoros e Tamaulipas, inclusive de outras partes do país como é a própria CTM e centrais sindicais como a auto nomeada democrática União Nacional de Trabalhadores (UNT).

O problema é que não demonstram que esse discurso possa se transformar em realidade e que os vá levar a convocar imediatamente as bases do sindicato para que as maquiladoras sejam paralisadas e proíbam as demissões, já que não é suficiente apelar ao decreto do governo federal.

O movimento operário matamorense como exemplo para toda a classe trabalhadora, com representantes como o Sindicato Nacional Independente de Trabalhadores da Indústria e Serviços (SNITIS) 20/32 - nomeado assim pelas conquistas de 20% de aumento salarial, bônus de 32 mil pesos, a reivindicação do movimento de greve de 2019, deve chamar a não confiar passivamente no decreto e na vontade patronal, já que para fazê-lo efetivo é necessário impô-lo com a mobilização operária como vem se demonstrando.

Deste modo é dado um passo adiante para ir por mais, já que esse mesmo salário é insuficiente para enfrentar o custo da vida que aumenta e exige a luta por um aumento salarial de emergência.

Frente às milhares de demissões é necessário colocar entre as demandas operárias a proibição das demissões durante esta contingência. A enorme rentabilidade dos baixos salários, quase 20 vezes menores que os pados nos EUA, é uma clara resposta à chantagem patronal que faça ameaças de fechamentos e saídas de empresas do corredor maquilador da fronteira. Aquelas empresas que fechem e demitam devem ser expropriadas sem indenização e colocadas sob controle operária a partir da organização democrática de seus operários.

Publicado originalmente em espanhol no La Izquierda Diario México, integrante da Rede Internacional La Izquierda Diario, assim como o Esquerda Diário.




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