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URGENTE COTAS USP

Cotas étnico-raciais são aprovadas na USP

terça-feira 4 de julho| Edição do dia

Na sessão de hoje do Conselho Universitário da USP (CO), a reitoria colocou em discussão sua proposta de ingresso para o ano que vem sem cotas raciais. Fruto da pressão do movimento negro e estudantil, assim como de professores, várias congregações começaram a se posicionar em defesa de que houvesse vagas por critério etino-racial, o que obrigou a reitoria a, no meio da reunião, reconhecer a crise.

De acordo com Bruno Gilga Rocha, representante dos funcionários no CO, o reitor e seus assessores estão andando de um lado a outro da sala e após ser encaminhado um destaque na proposta que inclui reserva de vagas para autodeclarados pretos, pardos e indígenas na proporção corresponde à população, sobre as vagas reservadas para escola pública. Neste ano, as vagas para escola pública serão de 37%, com aumento gradual, ano a ano, até atingir 50% em 2020.

Bruno Gilga Rocha declarou: “lutamos muito para que a implementação de vagas étnico-raciais aconteça imediatamente e que a reserva de vagas seja sobre o total de vagas da universidade, assim como também seja incluído critério de renda nas vagas de escola pública.” Esse destaque não foi aprovado, entretanto, somente por 9 votos. Sobre esta situação no CO, Gilga Rocha afirmou “isso expressa a enorme força da pressão social sobre esse Conselho extremamente racista, para que ele esteja neste momento em uma importante crise aberta sendo obrigado, claramente contra sua vontade, a rever a proposta que apresentou inicialmente e reconhecer o racismo do país e da própria universidade e incluir reserva de vagas étnico-raciais.

A USP era até então a única universidade que ainda não tinha aprovado cotas, já que após 4 meses de greve a UNICAMP aprovou o método de ingresso, que ainda passará por alterações em comissões especificamente votadas para isso.

Acompanhe a cobertura aqui no Esquerda Diário.




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