Educação

CORRUPÇÃO MERENDA

“Corta a carne e dá ovo para essas crianças todo dia”, diz empresário sobre merenda

Nessa quarta-feira (09/05) veio a público mais um escândalo envolvendo empresários e o descaso com as merendas de crianças das escolas municipais de São Paulo. Depois do episódio protagonizado pela Gestão Dória em distribuir ração humana nas escolas, agora estão substituindo carne por ovos.

quinta-feira 10 de maio| Edição do dia

“Corta a carne e dá ovo para essas crianças todo dia”, foram essas as palavras de um empresário do ramo de merenda escolar, em grampo telefônico a pedido da Coordenadoria Geral da União (CGU) a partir da Operação Prato Feito, que investiga fraudes em licitações e desvio de recursos da União destinados à Educação Pública em municípios de SP, PR, BA e DF.

Segundo Roberto Cesar Oliveira Viegas, secretário federal de controle interno adjunto da CGU, “Dessas cinco prefeituras, a gente fiscalizou um montante de algo em torno de R$ 12 milhões de repasses. Algo em torno de 20% a 25% e até 30%, a gente pode afirmar que foram desviados”.

O secretário ainda diz que durante as investigações foram observados “pagamentos para refeições bem acima, crescimento exponencial em relação ao número de alunos”. E segue: “Essas prefeituras incrementavam o quantitativo de alunos completamente diferente do Censo escolar. A quantidade e a qualidade, quando fornecidas, eram bem abaixo. Havia substituições, inclusive, bem consideráveis, na quantidade e naquilo que você deveria fornecer. O cardápio previa um café da manhã com cereais, um leite, isso não existia. Em grande parte dos casos apontados, você tinha biscoito com suco. Às vezes, cardápios ao longo do dia eram suprimidos”.

O caso é mais um exemplo das nefastas relações das parcerias público-privado. A realidade tem mostrado o contrário do discurso que os neoliberais vendem de que teria "maior eficiência" a administração de serviços pelo setor privado do que pelo Estado, com privatizações, terceirização de serviços, etc. Com uma série uma série de esquemas corruptos das empresas junto aos políticos e quem paga é o povo trabalhador. Estas parcerias mostram os políticos atuando como funcionários dos negócios dos empresários, e Estado funcionando como balcão de negócios da classe dominante. É preciso romper esses laços com fim destas parcerias que em nada servem aos trabalhadores, fim dos privilégios dos políticos, que tenham o salário como o de uma professora e que sejam julgados por juri popular, só assim podemos combater a corrupção, e que os serviços públicos de fato não sejam mote de enriquecimento, mas atendam a população pobre e trabalhadora.

Veja também: Terceirização da merenda escolar é usada em esquema para desviar recursos públicos.




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