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GREVE CORREIOS

Correios Cotia em greve, e os trabalhadores apoiam a unidade das lutas

terça-feira 13 de março| Edição do dia

Nestes dois dias da greve nacional dos trabalhadores dos Correios, o CDD Cotia, na região metropolitana de São Paulo, amanheceu paralisado. Os trabalhadores mostraram que em Cotia estão prontos para a luta, com a grande grande maioria dos trabalhadores da entrega aderindo à greve.

O motor da mobilização dos trabalhadores em Cotia é o descontentamento com as mudanças no convênio médico, que prejudicam e retiram direitos que os trabalhadores hoje possuem, como a cobertura para pais e mães que dependem dos filhos que trabalham nos Correios, assim como a cobrança de mensalidades para o convênio.

Além disso, eles dizem que as condições de trabalho se tornam cada vez mais precárias. Os atrasos nas entregas e a falta de condições mínimas para ter um trabalho digno, como falta de veículos, prejudicam aos clientes e os trabalhadores, que dão duro todos os dias para fazer os Correios funcionar com qualidade, mas são os que pagam com a precariedade.

Muitos trabalhadores dizem que o quadro de trabalhadores é insuficiente, o que afeta ao funcionamento de todo o trabalho. E, ao invés de fazer mais contratações efetivas, a chefia prefere pressionar para que os trabalhadores façam horas extras, mesmo que estes ainda não tenham sequer confirmado que podem fazê-las.

Além disso, a terceirização - também conhecida pelo seu verdadeiro nome, de precarização -, é outra medida que a direção dos Correios implementa para manterem os altos salários dos diretores e alto escalão da empresa. Enquanto o alto escalão fica confortável, os serviços são prejudicados e os trabalhadores tem seus direitos retirados.

"Na verdade, estamos lutando porque sabemos que a verdadeira intenção do governo e da direção da empresa é implementar estes ataques para preparar o terreno para entregar a empresa para os capitalistas. Se os Correios dá prejuízo, então por que tem gente querendo comprar?", disse um dos trabalhadores em greve nesta manhã.

"Não vamos aceitar parados, para nós nada nunca foi fácil e não vai ser agora que vamos ceder. Estamos com os professores de Minas e São Paulo, vamos bater de frente com esse judiciário que votou contra nossa greve porque tá do lado do patrão. O sindicato tinha que fazer de tudo para unificar e fortalecer estas lutas e não faz, mas a gente sabe que com a força da nossa luta podemos fazer isso". Continuou o trabalhador.

Professores municipais de São Paulo e professores estaduais de Minas Gerais também estão em greve e a unidade da clados trabalhadora é a principal força para enfrentar o governo e o judiciário golpista. Apoie a luta dos trabalhadores dos Correios e dos professores enviando sua foto para o Esquerda Diário.


Trabalhadores dos Correios em apoio a greve dos professores municipais em SP


Professores municipais em greve em apoio aos trabalhadores dos Correios




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