REPRESSÃO POLICIAL

Corregedoria da PM admite mortes e diz que massacre em Paraisópolis foi em legítima defesa

Segundo laudo absurdo da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo afirma que as nove mortes durante baile funk em Paraisópolis, no final de 2019, decorreram da ação policial desencadeada naquela madrugada, mas afirmam que foi em legítima defesa e citam excludente de ilicitude para não punição de PMs.

quinta-feira 5 de março| Edição do dia

O documento assinado pelo presidente do Inquérito Policial Militar, capitão Rafael Oliveira Casella, afirmou que os policiais em invasão ao baile da DZ7 foram atacados com "garrafas, paus, pedras e demais objetos". Um completo absurdo, ao ver nos vídeos que foi a repressão policial que encurralou diversas pessoas em vielas, resultando em agressões e pisoteamento.

Impulsionados pelo aumento da repressão e tentativa de escalada autoritária do governo e seus ministros, não é de se admirar que utilizem o excludente de ilicitude que era a principal proposta do pacote anticrime de Moro, apoiado por Bolsonaro. Uma proposta que iria legalizar e aumentar a violência e a brutalidade policial contra negros e pobres.

O documento chega a afirmar que não é possível individualizar as condutas de cada policial na ação, nem ter certeza de que de fato os policiais fecharam as principais vias e ruas, ao contrário do que mostram os vídeos e diversos relatos de pessoas no local.

Contra a absurda repressão e mortes em Paraisópolis exigimos justiça e uma investigação independente dos movimentos sociais e da comunidade local, para apurar e punir os policiais que reprimiram brutalmente um evento cultural.




Tópicos relacionados

Massacre de Paraisópolis   /    Paraisópolis   /    PM São Paulo   /    João Doria

Comentários

Comentar