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ESTADOS UNIDOS - COREIA DO NORTE

Coréia do Norte apresentou seu plano para atacar a base dos Estados Unidos em Guam

O exército norte coreano disse que seus planos estariam completos em meados de agosto. Afirmam que o “diálogo racional não é possível com um tipo desprovido de razão” fazendo referência à Trump.

quinta-feira 10 de agosto| Edição do dia

As autoridades da Coreia do Norte afirmaram nesta quinta-feira que têm prontos os detalhes para um ataque com mísseis no território estadunidense de Guam, no Oceano Pacífico, e asseguraram que o “diálogo racional não é possível com um tipo desprovido de razão” fazendo referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Da Coreia do Sul disseram que os planos revelados por Pyongyang incrementam significativamente os riscos, afirmando que os Estados Unidos provavelmente verá qualquer míssil dirigido a seu território como uma provocação, ainda que seja lançado como um teste.

O aparente rápido avanço da Coreia do Norte no desenvolvimento de supostas armas nucleares e mísseis capazes de alcançar o território continental estadunidense recrudesceu uma guerra de palavras entre os dois países nesta semana, o que agitou as potências regionais.

"O diálogo racional não é possível com um tipo desprovido de razão e somente a força pode funcional com ele”, disse KCNA a respeito de Trump. O presidente estadunidense disse nesta terça-feira que a Coreia do Norte “se encontrará com um fogo e uma fúria que o mundo nunca viu” se voltam a ameaçar seu país.

As bolsas da Ásia caíram, e as ações em Seúl, Coreia do Sul, tocaram um mínimo de sete semanas, perto ao anúncio de Coreia do Norte sobre um plano para disparar quatro mísseis de tamanho intermediário sobre o Japão que caíram entre 30 e 40 Km de Guam. Segundo o anunciado pela Coreia do Norte, a trajetória prevista dos mísseis cruzaria algumas das rotas de tráfico marítimo e aéreo mais transitadas do mundo.

A ilha, localizada a uns 3.000 quilômetros ao sudoeste de Coreia do Norte, abriga umas 163.000 pessoas e uma instalação da Armada dos EUA que inclui um submarino, um grupo da Guarda Costeira e uma base aérea.

Segundo fontes do exército norte coreano, seus planos estariam completos por meios de agosto, prontos para a ordem do líder Kim Jong Un, informou a agência de notícias KCNA que citou o general Kim Rak Gyom, comandante da Força Estratégica do Exército. "Os mísseis Hwasong-12 que serão lançados pelo Exército (KPA) cruzarão o céu por cima das prefeituras do Japão de Shimane, Hiroshima e Koichi”, sustentou o repórter.

China, o aliado mais próximo da Coréia do Norte, apesar da ruptura do gigante asiático com os programas nucleares e de mísseis de Pyongyang, descreveu a situação como "complexa e sensível" e pediu calma e um retorno às negociações.

A política de Trump é pressionar a China a assumir a Coréia do Norte e é, em parte, o que ela procura alcançar impondo sanções. Embora a pressão excessiva possa eventualmente aumentar as tensões, ainda mais volátil e imprevisível. Parte disso é o que pode ser visto na escalada, por agora verbal, para um aumento das tensões militaristas.




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