Gênero e sexualidade

MACHISMO

Coordenador Político e conselheiro de Bolsonaro já acumula três denúncias por agressão

Em sua última denuncia, Julian Lemos do Patriota foi acusado de agressão e ameaça com arma de fogo.

sexta-feira 22 de dezembro de 2017| Edição do dia

Julian Lemos, do Patriota, partido com o qual o reacionário golpista Bolsonaro (PSC-RJ) negocia sua candidatura para 2018, já foi exaltado como homem de confiança do candidato reconhecido pelas suas posturas contra as mulheres, LGBTs, negras e negros. Ele é dirigente partidário na Paraíba e já foi denunciado pela Lei Maria da Penha três vezes, duas pela sua ex esposa e uma pela sua irmã. Em uma das vezes foi preso em flagrante.

A primeira denúncia foi em 2013, retirada pela ex esposa, em 2016 foi a segunda que também foi retirada. Nesta última afirmava ter sido agredida e ameaçada com arma de fogo. A coincidência deste teor de denúncia com o fato de Julian dizer publicamente que possui uma arma guardada em casa não deixa dúvidas que alguns fatos devem ser desconhecidos sobre a violência sofrida e as repentinas "retratações de exagero". No mesmo ano, sua irmã o denunciou quando tentou separar uma agressão dele com a ex esposa, quando foi agredida e arrastada pelo pescoço, laudo confirmado pelo IML. Um ano depois os advogados de Julian Lemos apresentaram uma duvidosa carta de ambas onde retiram as acusações.

As capitais e os interiores do Nordeste são marcados por aterrorizantes índices de violência contra a mulher e com este braço direito Bolsonaro novamente evidencia qual tipo de defesa da família tem.

Para varrer estes reacionários machistas e lutar contra a violência contra a mulher, é urgente um movimento de mulheres que se enfrente com essa direita defendendo a real emancipação dos trabalhadores de conjunto, lutando contra toda forma de opressão assim como exploração. Por isso chamamos as mulheres a se somarem ao Pao e Rosas, um grupo de mulheres revolucionário e socialista.




Tópicos relacionados

Eleições 2018   /    Bolsonaro   /    Machismo   /    Gênero e sexualidade

Comentários

Comentar