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Coordenação Estadual da CSP-Conlutas se reúne em São Paulo

No sábado (17/03), aconteceu no Hotel Nikkei em São Paulo, a reunião da coordenação Estadual da CSP-Conlutas, que contou com 200 delegados do movimento sindical, popular, entidades e organizações do movimento negro, de mulheres e da juventude.

terça-feira 20 de março| Edição do dia

A primeira parte da reunião foi marcada pelo debate de conjuntura nacional. Entre os principais pontos discutidos, as homenagens feita a Marielle Franco, vereadora do PSol- RJ assassinada na última quarta-feira feira (14/03), por denunciar os crimes policiais que aprofundam nas periferias do Rio de Janeiro com a intervenção Federal promovida pela Governo Temer junto com as Forças Armadas. A continuidade do golpe institucional voltou a ser um tema amplamente discutido nas intervenções, que o setor majoritário da central (PSTU) insiste em não reconhecer. Já a forte greve dos professores e servidores municipais de SP, também esteve marcado no conjunto das falas, a necessidade da solidariedade e apoio das outras categorias para que os trabalhadores possam vencer o Sampaprev de Doria.

Assim como foi debatido também o balanço das últimas mobilizações da classe trabalhadora e o papel das principais centrais sindicais que segue sendo de contenção das lutas.

O Movimento Nossa Classe esteve presente com uma delegação de trabalhadores da USP, metroviários, professores, junto com mulheres do Grupo Pão e Rosas.

Marcella, delegada pelo movimento e professora da rede estadual declarou: "Batalhamos por uma poíitica de independência de classe da central, para barrar a continuidade do golpe institucional, responsabilizando os golpistas pelo assassinato de Marielle, como tentativa de calar a voz da esquerda e daqueles que denunciam a intervenção federal e os crimes policiais. Defendemos a necessidade da central se delimitar da burocracia sindical e exigir de um plano de luta, para unificar a greve em curso dos professores, com o movimento democrático que tomou as ruas por Marielle, assim como a unificação das campanhas salariais, como no setor de transporte em SP, contra os ataques da reforma trabalhista".

"Levantamos a necessidade de lutar contra esses ataques de forma independente do PT, que abriu o caminho para essa direita golpista, sem reeditar o antigo caminho da conciliação de classe petista, presente na plataforma programática Vamos que levou a pré candidatura de Boulos no PSol, e principalmente no manifesto assinado pelo partido, junto com PT, PSB e PDT, que pode ser á preparação de uma frente popular para desviar os processos de luta de classes nos pais em meio a forte crise organica", disse Pablito delegado e Diretor do Sindicato dos trabalhadores da USP.

Confira as intervenções dos delegados do Movimento Nossa Classe:

Marcello Pablito, trabalhador da USP e da Secretaria de Negras e Negros do SINTUSP

Marcella Campos, professora da rede estadual de SP e diretora da APEOESP

Patricia Galvão, trabalhadora da USP e da Secretaria de Mulheres do SINTUSP

A coordenação se seguiu na parte da tarde a eleição de conselho fiscal e executiva estadual. A chapa 1- Unidade na Luta (PSTU, Unidos pra lutar) obteve a maioria com 139 votos. A chapa 2- Bloco Somos todos Conlutas (MAIS, MES, LSR) 58 votos, e a chapa 3- Nossa Classe (MRT e independentes)- 3 votos.




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