Política

BOLSONARO E AS PRIVATIZAÇÕES

Contra o plano neoliberal de Bolsonaro: Petrobras 100% estatal sob gestão dos trabalhadores

O plano de governo do ultrareacionário Jair Bolsonaro tem uma meta muito clara: atacar os trabalhadores. Junto ao seu guru do plano econômico, Paulo Guedes, Bolsonaro quer entregar 50 estatais de mão beijada aos capitalistas, entre elas a Petrobras. Alta dos combustíveis, corrupção: como é possível dar uma resposta anti-imperialista levantando um programa que responda aos anseios dos trabalhadores e da população e não dos empresários?

sábado 27 de outubro| Edição do dia

Por trás de dezenas de discursos machistas, racistas e LGBTfóbico de Jair Bolsonaro (PSL), existe um plano de governo que mira cada trabalhador para pagar a conta da crise capitalista. Paulo Guedes, guru do plano econômico de Bolsonaro, foi criado no berço do neoliberalismo, na Universidade de Chicago, e sabe muito bem como aplicar os ajustes ao gosto do imperialismo e da burguesia.

Com um plano de privatização e extinção de 50 estatais, se apoiando no argumento da corrupção, Bolsonaro quer atacar as indústrias construídas com o dinheiro do povo, entregando de mão beijada para as petroleiras estrangeiras lucrarem com os recursos naturais e estrutura de exploração de petróleo do Brasil. O "Projeto Fênix", como é intitulado o programa de governo de Bolsonaro, é categórico quanto aos planos para a Petrobras: privatização de todos os ramos.

A Petrobras será entregue ao imperialismo norte-americano pelo programa ultraneoliberal de Bolsonaro. Contra isso, defendemos que a Petrobras deve ser 100% estatal, sob gestão dos trabalhadores e controle da população, sem um centavo para os acionistas privados

As estatais são uma grande alvo dos capitalistas, ainda mais se tratando de uma das riquezas mais disputadas mundialmente. A Lava Jato foi uma dos mais importantes mecanismos da burguesia para atacar os trabalhadores e garantir os interesses da burguesia: possibilitou manipular as eleições, de braço dado com o judiciário, para escolher a dedo o próximo governo mais ajustador ainda que o Temer. Em meio à esse processo disfarçado como "combate à corrupção", a lava-jato atacou brutalmente a Petrobras, fomentando ainda mais os discursos neoliberais como de Bolsonaro pela privatização.

A privatização não é a solução.

A privatização vende por preços irrisórios, comparado ao lucro extraído pelos capitalistas, empresas construídas com o dinheiro público e com o objetivo da manutenção das necessidades da população. A precarização do trabalho, que ganha respaldo ainda maior com a Reforma Trabalhista e com a terceirização irrestrita, se torna cada vez maior nas empresas privatizadas.

Tudo isso é feito somente em prol de um objetivo: o pagamento da dívida pública. A dívida pública é ilegal, ilegítima e fraudulenta, uma vez que tem seus surgimento mais bruto na época do brasil colônia. Na prática, a dívida pública é um verdadeiro mecanismo de saque e que escraviza o país e suas contas ao imperialismo, sendo entregue aos banqueiros cerca de R$1 trilhão por ano.

E qual a relação da dívida pública com as privatizações? Segundo a Lei de Responsabilidade fiscal, que legitima a espoliação capitalista pelo mecanismo da dívida todo dinheiro que vem da venda de uma estatal é destinado ao pagamento da dívida pública. Ou seja, vendem uma empresa feita com dinheiro público fazendo com que tanto as petroleiras estrangeiras, que irão explorar o petróleo, quando os bancos, via dívida pública, lucrem brutalmente. Nada dessa verba é revertida em serviços para a população, como saúde e educação.

Contra o plano ultraneoliberal e escravista de Bolsonaro: lutemos pela Petrobras 100% estatal sob gestão dos trabalhadores

Fernando Haddad (PT) em seu horário eleitoral não apresentou resposta para enfrentar a continuidade do golpe, tampouco para a derrubada das reformas feitas pelo golpista Michel Temer. Nós do Esquerda Diário estaremos ao lado de todas as pessoas que votarão em Haddad contra Bolsonaro, por isso lançamos nosso voto crítico em Haddad; mas não compartilhamos qualquer ilusão no programa de conciliação de classes do PT, que busca alianças com partidos capitalistas e da direita golpista, nem em sua estratégia eleitoralista que já se provou impotente para derrotar a extrema-direita, Bolsonaro e os ataques dos capitalistas aos trabalhadores e setores oprimidos.

A solução está na busca por uma saída anti-imperialista, com um programa operário capaz de colocar nas mãos dos trabalhadores a gestão da Petrobras, garantindo então que os recursos estejam à serviço de melhorar as condições de vida do conjunto da população.

A luta por uma Petrobras 100% estatal sob gestão dos trabalhadores é o que pode dar um resposta, controlando desde a exploração, quanto garantindo combustíveis, principalmente o gás de cozinha, à preços acessíveis para a população e revertendo os recursos do petróleo para os direitos básicos de interesse de todos: saúde e educação.

Retomemos das mãos da burocracia sindical a FUP (Federação Única dos Petroleiros), que é dirigida pelo PT, que travam as lutas dos trabalhadores contra a privatização da Petrobras, para se mobilizar pelo caminho que pode dar uma resposta em relação à situação da Petrobras, que não favoreça os grandes empresários.




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