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PORTO ALEGRE

Contra o aumento da passagem de Marchezan e os lucros dos empresários

Com o discurso do "menos pior", presidente do conselho municipal de transporte urbano de Porto Alegre, o COMTU, aponta para reajuste e retirada de direitos ja conquistados pelos usuários do transporte.

quarta-feira 7 de março| Edição do dia

Mas o que é o COMTU? Quem são os conselheiros e quem esses defendem na prática?
É quem trata dos assuntos relacionados ao transporte público, inclusive do aumento da tarifa.
Veja aqui:http://www2.portoalegre.rs.gov.br/eptc/default.php

Esses conselheiros são ligados a entidades patronais, sindicais, associações etc...
Dentro do COMTU, estão conselheiros que representam a ATP, sindicato dos rodoviários, os taxistas e donos de lotação e micro escolar.

Muitos desses, nunca leram na íntegra as planilhas e custos apresentadas pelas empresas, alguns nem opinam nas reuniões, apenas votam tipo efeito manada, no embalo dos líderes do conselho.

Um absurdo ter como membro do conselho, um representante da ATP, e sindicatos de lotação, interessados diretos no aumento das tarifas.
Querem arrancar a segunda passagem gratuita de milhares de trabalhadores, e ainda elevar a tarifa a R$ 4,30

O COMTU sequer observa que endossou um aumento no ano passado, baseado numa planilha que as empresas nunca cumpriram.

Sim, tudo que é relativo a custos do sistema, foram computados no aumento do ano passado, mas desde o início, as empresas reduziram linhas e horários, autorizados pelo prefeito, e o tal COMTU o que fez?

Esse conselho é uma farsa, e está a serviço dos empresários do transporte na cidade. Não dão a mínima pra necessidade das pessoas, tratam o transporte público apenas como algo voltado a dar lucros e mais lucros.

A meia passagem está em uso desde a era Fortunati, aliás, foi devido a forte propaganda em torno dela, que Fortunati se reelegeu, e agora, querem arrancar das mãos do povo.

E mais uma vez, onde esteve e o que diz o COMTU?

É preciso que se saiba que Porto Alegre está refém de um monopólio do transporte, onde algumas famílias dão as cartas e não poupam esforços pra faturar mais e mais em cima da necessidade das pessoas.

São empresas que organizaram uma praxe de suspensões, demissões, (muitas por justa causa forjada) perseguição a trabalhadores, mesmo longe, não os permitindo voltar a a atuar na cidade e região.

São essas empresas que certamente não permitiriam o avanço de alternativas mais viáveis e práticas, como o catamarã até lami, Belém e Itapuã por exemplo, ou aeromóvel cortando as ruas da cidade, são essas empresas que apoiam a privatização da Carris e defendem uma administração pública que seja displicente com a carris, a ponto de "inviabilizar" as operações, enquanto rondam como aves de rapina.

São essas empresas e esses políticos de carreira que avalisam as atuações do tal COMTU, sempre de olho no lucro e de costas pra necessidade das pessoas da cidade.

Como sempre as empresas ganham no grito, na chantagem e ameaça, não sofrem qualquer controle ou cobrança séria sobre suas atividades.
Dizem que tão mal, esperneiam e levam.

Num país onde 5 meses do ano, se trabalha pra pagar impostos, onde a dívida pública come metade do orçamento, onde a corrupção é algo entranhado em empresas públicas e privadas, num estado onde empresas ganham isenção fiscal e outras sonegam na cara de pau, numa cidade onde as empresas ganham milhões em isenção de ISSQN, o transporte poderia facilmente ser de excelente qualidade e gratuito a todos, pago com recursos públicos, com a grana de nossos impostos, e não objeto de máquina de fazer dinheiro pra engordar uns poucos empresários.
Eu como rodoviário, me coloco contra esse aumento abusivo, ganho no grito e com o amém do COMTU.

Temos que estar ao lado da população que usa ônibus, dizer a eles a verdade por trás desses aumentos, tirar de uma vez a estigma de que o grande vilão da tarifa é o reajuste dos trabalhadores rodoviários ou qualquer outro direito do usuário. O verdadeiro vilão da tarifa é a ganância da patronal que não descansa até que nos faça pagar por seus lucros.




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