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Contra demissões, trabalhadores da Ford Taubaté entram em greve

Desde essa terça-feira (22), os trabalhadores da Ford entraram em greve na unidade de Taubaté. A greve por tempo indeterminado foi decidida em assembleia nesta segunda-feira (21), após a montadora ter demitido 12 funcionários em meio a negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau).

quarta-feira 23 de janeiro| Edição do dia

A planta conta com 1300 trabalhadores e segundo o sindicato a produção ficará toda parada. A empresa alega "excedente de mão de obra" e diz que as demissões se deram para adequar a produção às vendas para o exterior que tiveram queda no ano passado.

Ou seja, para garantir seus lucros em meio à crise, a Ford prefere deixar 12 famílias sem sustento em vez de mantê-los empregados, diminuindo as horas de trabalho sem diminuir o salário para que todos sigam tendo emprego. Essa seria a única forma de acabar com o desemprego: atacando os lucros dos empresários para que não joguem a crise nas costas dos trabalhadores, mas sim que paguem pela crise que criaram.

É preciso fortalecer essa greve e exigir da CUT, que junto ao PT dirige o Sindicato dos Metalúrgicos, que não deixem essa luta isolada, mas sim que a fortaleçam rompendo com a paralisia traidora em que mantêm os milhares de sindicatos que dirigem pelo Brasil que ao início do ano prometeram "respeito" ao governo, e os mova para que estejam a serviço das lutas da nossa classe, aliando os combates em defesa de cada direito que Bolsonaro quer arrancar das mulheres, negras e negros, LGBTs, povos originários, junto da batalha contra as demissões, a reforma da previdência e as privatizações.




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