Mundo Operário

DESMONTE DA PETROBRAS

Contra demissões e a privatização da Petrobras, petroleiros fazem primeiro dia de greve

A greve dos petroleiros, que teve início na madrugada deste sábado, já se estende por 12 refinarias e 4 terminais.

sábado 1º de fevereiro| Edição do dia

Até o momento já são 12 as unidades de refino que estão sem rendição nos turnos e 04 terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobrás que também está sob risco de privatização e demissões.

Na Fafen-PR, os trabalhadores seguem ocupando a unidade há 12 dias para impedir o seu fechamento e as mil demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás para ter início no próximo dia 14. Na tentativa de abrir um canal de negociação com a gestão da Petrobrás, um grupo de cinco diretores da FUP estão desde as 15 horas de ontem (31/01), ocupando uma sala de reunião no quarto andar do edifício sede da empresa, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

A greve dos petroleiros é pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e contra o avanço do projeto de desmonte da gigante estatal, com a privatização das unidades de refino e diversas subsidiárias.

A luta decidida dos petroleiros poderia ser um importante ponto de apoio para o combate contra as medidas de ataque econômico do governo Bolsonaro, que busca entregar não só a Petrobras mas todo o patrimônio nacional, além da agenda de reformas contra toda a classe trabalhadora.

Os petroleiros ocupam postos estratégicos no sistema produtivo e sua luta poderia se transformar num chamado a toda a classe trabalhadora para se mobilizar contra essa agenda nefasta. Assim como na França, onde a maior greve desde 1968 protagonizada pelo setor de transportes, coloca em xeque a aprovação da reforma da previdência de Macron.

Entretanto, os sindicatos da FUP, afiliados a CUT e sob comando do PT, isolam a pauta da greve, focando apenas nos importantes ataques sob a categoria, exigindo o cumprimento do ACT, e deixando de generalizar essa denúncia do avanço da privatização, da precarização das condições de trabalho, das demissões, etc. que são vivenciadas por amplos setores dos trabalhadores.

Os trabalhadores precisam tomar em suas mãos os rumos da greve, inspirados no exemplo da França, onde os trabalhadores buscam se auto-organizarem e passarem por cima das burocracias sindicais e suas negociatas. Para se enfrentar com o governo Bolsonaro e sua politica de privatização e precarização do trabalho, é necessário para além das forças da categoria dos petroleiros, uma mobilização nacional. A CUT, a qual a maioria dos sindicatos petroleiros é filiada, deveria estar promovendo uma campanha nacional contra as demissões, o fechamento da unidade do Paraná e todo o plano de privatizações de Bolsonaro e Guedes.




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