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ARARAQUARA

Contra as demissões e os despejos em Araraquara

Atônicos os Araraquarenses seguem suas vidas pensando em seus futuros, mas uma sensação de insegurança lhes toma o ar. Há dois anos os noticiários vem expondo diversas demissões, há quase um ano atras em um golpe Araraquara amargurou mais de 700 demissões no telemarketing, nas industrias têxtil, sucroalcooleira e metalmecânica. Neste ano entramos nas tristes estatísticas das cidades que mais demitiram no interior paulista, 800 trabalhadores e trabalhadoras.

terça-feira 18 de outubro| Edição do dia

Os Setores da indústria que lideram esses números são o têxtil-vestuário e alimentícios. A fabricantes de roupas Lupo e a fabricante de panelas Nigro iniciaram seus planos de demissão “voluntarias”. Falta de reajustes salariais ou reajuste quase inexistentes ocorrem, como os 3% da Cutrale, em 2015. 200 demissões no setor dos transportes pela privatização da CTA.

Dramática é situação de duas grandes metalúrgicas, IESA e Metalbras. As trabalhadores das fábricas estão com salários atrasados e demissões e não recebendo direitos. 400 foram setembro na IESA, SEM NENHUM direito, foram pra casa com uma mão na frente e outra atrás. Outros com empregos estão 3 meses sem salários e sem promessa de pagamentos. Ameça de demissões torna o ambiente de trabalho insuportável e em casa contas atrasadas, endividado com parentes, negociando carro, vendendo notebook, sem dinheiro para os filhos e assim por diante se tornou a vida. Para políticos e suas campanhas os diretores pagavam a vista. Temos o judiciário mais caro do mundo e nossos políticos não param de aumentar seus salários e privilégios. Dinheiro falta para nossas vidas e sobra para os ricos e políticos.

Cortes dos nossos direitos geram mais desemprego na saúde e educação

Nesse momento um governo ilegitimo e TEMERario, seguindo as propostas anteriores do governo Dilma, articula a entrega de todas as riquezas do país com a privatização da Eletroluz, portos, aeroportos, entrega do pré-sal, desmonte da Petrobras, aumento do desemprego, flexibilização das leis trabalhistas e etc. Avançam planos de demissões voluntarias nacionais no Banco do Brasil, IBGE, Petrobrás e INSS. Demissões e mais demissões, amigos nossos sem emprego, depressão, sem perspectiva de futuro tem sido o panorama da juventude que é marcada pelos que “nem” estudam e “nem trabalham” .

A PEC 241 e outras similares congelam os investimentos da saúde e da educação básica em mais de 20 anos, na pratica, com os índices de inflação sempre altos do Brasil, teremos o fim dos investimentos e precarização total dos serviços básicos. Só na saúde serão cortados 743 bilhões nesse período.

A MP do desmonte da educação, que ataca disciplinas de formação humanística para os estudante com retirada das disciplinas de sociologia, filosofia, artes e educação física, privilegiando a ideia de um ensino voltado aos conteúdos estritos ao mercado de trabalho. Estranhamente o governo corta investimentos na educação quando, ao mesmo tempo, aumenta a carga horário obrigatória com o ensino integral que exige muito mais investimentos nas escolas e de mais professores, justamente para deixar a escola publica em colapso generalizado.

Contra os despejos

Nesse cenário de demissões em massas e cortes de direito o governo Temer mantem a politica de juros altos do governo anterior que autoriza o roubo da conta-salario pelo banco. Sem emprego, sem estudo, sem assistência e sem saúde o trabalhador fica entre a cruz e a espada, que tem como unica saída abandonar seus cursos, atrasar contas e não pagando a mensalidade de sua casa. Aumento de 40% da inadimplência no “Minha Casa e Minha Vida” em Araraquara significa despejos que ocorrem na região Norte principalmente.

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