Sociedade

DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Continuidade das queimadas afeta voos, barcos e lota hospitais

Não é apenas a floresta que tem sofrido com os impactos das massivas queimadas realizadas pelos latifundiários. Além da fauna e flora, até a população local já vem sentindo os efeitos dos incêndios que fizeram disparar o número de atendimentos por doenças respiratórios, devido a exposição a fuligem.

sexta-feira 23 de agosto| Edição do dia

De 1º de janeiro até a quarta-feira, 21, o Brasil registrou 75,3 mil focos de incêndio, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - 14 mil em Mato Grosso. O total no País já é 84% maior do que no mesmo período de 2018.

A queima de matéria vegetal libera monóxido de carbono (CO) e matéria particulada (fuligem), que têm efeitos diretos na saúde humana. Isso causa tosse, cansaço, ardência nas orelhas, nariz e dificuldade de respirar. Animais também são achados por bombeiros em condições críticas em áreas devastadas pelas chamas

No Acre, foram quase 30 mil atendimentos ambulatoriais por doenças respiratórias só este ano. Em cidades como Rio Branco, os índices de concentração de material particulado já estão acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O limite é de 25 microgramas por m³. Em alguns locais, foram detectados 170 microgramas por m³.

Em Rondônia, o registro de internações por problemas respiratórios, como pneumonia e tosse, praticamente triplicou. No Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho, a média de atendimentos era de 130 crianças nos primeiros dez dias de agosto, mas até a última semana subiu para mais de 350.

A Delegacia Fluvial de Porto Velho recomendou atenção a todas as embarcações no Rio Madeira. Dois voos foram cancelados na última semana por falta de visibilidade no Aeroporto de Porto Velho.

O impactado imediato das queimadas na saúde da populações próximas, como atestado pela lotação dos hospitais, é mais uma evidência do absurdo realizado pelo agronegócio em prol da expansão de suas terras e de seus lucros. Sob o custo da fauna e flora, dos indígenas e mesmo da população local, o agronegócio impõe uma catástrofe ambiental para saciar seu ganância capitalista, tudo com o aval de Bolsonaro e seu ministro Ricardo Salles que rifam o meio ambiente em prol desses escusos interesses.

Leia também: É preciso dar um basta a sanha predatória de Bolsonaro e dos Capitalistas

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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