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Continuando casamento golpista do Judiciário e Exército, Toffoli quer novo general no STF

Toffoli perdeu seu braço direito, um general, que passou de formulador de programa para ministro de Bolsonaro. Agora pede que Exército nomeie novo general para o cargo estratégico.

terça-feira 27 de novembro| Edição do dia

Dias Toffoli tinha como chefe de seu gabinete um general que saiu do Estado Maior do comandante Villas Boas para presidir o seu staff. Ele "perdeu" seu comandante para ele se tornar ministro de Bolsonaro, e agora Toffoli quer um novo general para ser seu braço direito.

Comandava o gabinete de Toffoli o general Fernando Azevedo e Silva, um dos formuladores do programa de Bolsonaro. Este general saiu do gabinete de Toffoli direto para o ministério de Bolsonaro. Agora, segundo informações do G1, Toffoli solicitou formalmente a Villas Boas a nomeação de um novo general para o cargo.

Este cargo é o mais importante abaixo do presidente do STF, decide a agenda do presidente, com quem ele pode ou não se sentar, etc. Ao escolher generais escolhidos pela cúpula militar e com grande trânsito no governo Bolsonaro, Toffoli dá eloquentes mostras do que pretende em seu mandato. Essas mostras complementam suas declarações e decisões.

Toffoli está se convertendo em um agente do crescimento da influência militar na política e nas instituições. Não só no ministério de Bolsonaro, mas também no STF postam-se generais. Com esta decisão Toffoli aponta a dois objetivos: 1) conseguir respaldo militar para suas decisões e com o apoio militar legitimar a ingerência autoritária do judiciário nos rumos do país; 2) aumentar a ingerência de forças sem voto, como os militares e os juízes para tutelar e controlar - como marionete à serviço do imperialismo - os ataques aos direitos dos trabalhadores.

Esta decisão consolida o casamento golpista do judiciário e das Forças Armadas. O amor oriundo desta união tem como rebento a entrega do pre-sal e das estatais, deixar correr o Escola sem Partido e, principalmente, garantir a reforma da Previdência. Reforma que é a prioridade de um "pacto" que Toffoli propõe a toda elite nacional.

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Este casamento da toga e dos tanques ficou explícito nas declarações de Villas Boas à Folha admitindo sua ingerência na política em cada decisão polêmica do STF. Também ficou patente no papel ativo dos generais Augusto Heleno e Mourão na nomeação de Sérgio Moro para ministro de Bolsonaro.

A decisão de Toffoli acontece ao mesmo tempo que Toffoli adiou indefinidamente o julgamento dos recursos de Lula, preso arbitrariamente para dar continuidade ao golpismo, bem como retirou de pauta o julgamento do Escola Sem Partido, abrindo caminho para que continue a tramitação do reacionário projeto.

Na escolha de generais e do que vai (ou não) a julgamento demonstra seu ativo papel em buscar dar maiores contornos legais para a agenda reacionária do golpismo, de Bolsonaro e do Exército. A classe trabalhadora pode e precisa fazer frente a Bolsonaro e seus ataques e a o golpismo judicial e da cupula militar, para isso o Esquerda Diário chama os trabalhadores e a juventude a juntos exigirmos dos nossos sindicatos e entidades estudantis que convoquem um plano de luta e comitês para organizar as medidas de ação, para que fruto da mobilização possamos retomar nossas entidades para a luta de classes.




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