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CORONAVÍRUS

Continuam os atrasos de salários de porteiros de clínicas da família terceirizados da empresa RJ SERV

Trabalhadores da empresa continuam sem receber os salário de abril, apesar da RioSaúde alegar que já repassou o dinheiro a empresa.

sexta-feira 15 de maio| Edição do dia

No início da semana, denunciamos aqui nesse jornal o fato de que os porteiros terceirizados da empresa RJ SERV, contratados pela Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro - RioSaúde para trabalhar nas clínicas da família estavam com mais de 2 meses de atrasos no salário, além de irregularidades nos vale refeição e transporte.

Nesse mesmo dia, os trabalhadores foram até a sede da RioSaúde pressionar pelo pagamento do seu salário. Após a pressão, a RioSaúde disse que repassou o dinheiro para a empresa. No entanto, até hoje, sexta feira (15) só havia caído o referente a março e o fim de fevereiro. Ao ser contactada, empresa dava respostas contraditórias sobre o pagamento atrasado e muitas vezes nem sequer atendia ao telefone.

Essa situação só mostra a face cruel da terceirização. No meio da pandemia, deixam trabalhadores da linha de frente sem salário. E o pior, com a RioSaúde e a empresa jogando a culpa um pro outro, enquanto as contas atrasadas dos trabalhadores vão acumulando multas e juros!

Isso sem falar na segurança do trabalho. Sendo muitas vezes o primeiro a ter contato com os pacientes, só tem direito a testes e EPIs se resolverem tirar do próprio bolso! Pra piorar, não são considerados oficialmente trabalhadores da saúde e, portanto, não tem nem direito ao desconto em testes de coronavírus que alguns laboratórios tão oferecendo a esses trabalhadores, quando esse teste deveria ser garantido pelo SUS! É urgente lutar para que aos trabalhadores tercerizados sejam garantidos os mesmos direitos que os efetivos, no caminho para um questionamento profundo à essa forma de precarização que é a terceirização.




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