Gênero e sexualidade

25N - Dia internacional de combate à violência contra as mulheres

Construir uma greve efetiva dia 05 é fundamental para as mulheres lutarem contra as reformas, diz Diana Assunção

Diana Assunção é fundadora do Pão e Rosas no Brasil e foi candidata à vereadora do MRT pelo PSOL. Nesse dia 25, ela ressaltou a importância de derrotar as reformas dos golpistas como parte de combater a violência contra as mulheres.

sábado 25 de novembro| Edição do dia

O Esquerda Diário conversou com Diana Assunção, fundadora do Pão e Rosas sobre a importância do dia de hoje, dia de combate a violência contra as mulheres e a necessidade das mulheres se organizarem frente ao chamado das centrais, de greve no dia 05/12.

Sobre a Reforma Trabalhista já em vigor, Diana afirmou “Essa reforma é um ataque histórico aos direitos dos trabalhadores: prevalece o negociado sobre o legislado, rompendo os acordos coletivos. Os patrões podem demitir os trabalhadores através de acordos que serão impostos e diminuir os salários mínimos pagando estritamente as horas trabalhadas. Poderão ter contratos sem vínculos, onde o trabalhador passa o dia à disposição da patronal e recebe só as horas em que trabalhar. Enfim, são inúmeros os exemplos absurdos que poderia dar dessa lei. Para as mulheres, além de todos esses ataques, ainda legaliza que as grávidas e as lactantes possam trabalhar em locais insalubres”.

Já sobre a Reforma da Previdência, Diana foi categórica “Não podemos aceitar que as centrais desperdicem a disposição de luta que os trabalhadores mostraram nos dias de greve geral e atos nacionais. É inaceitável que trabalhemos até morrer como querem os golpistas! Para nós mulheres, além de sermos a maioria nos trabalhos precários e terceirizados, enfrentar a dupla jornada e o mercado de trabalho cada vez mais cedo, a aposentadoria ficaria sete anos mais distante, se contribuirmos por longos quarenta anos ”.

Diana concluiu com um chamado: “As reformas trabalhista, da previdência e a lei da terceirização aprofundam ainda mais a situação de miséria e precarização da vida, enfrentada por milhões de mulheres no nosso país. Somado a isso, tramitam vários projetos reacionários que buscam aprofundar o controle do Estado e da Igreja nos corpos das mulheres. É preciso dar um basta! As mulheres têm mostrado o caminho tomando às ruas pelas suas demandas, e agora é preciso tomar também a construção de uma greve efetiva em nossas mãos, para barrar os ataques a nós mulheres e ao conjunto da nossa classe”.




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