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Construir um grande ato unificado de professores e municipários nesta quinta em Porto Alegre

Na próxima quinta (05), os municipários de Porto Alegre entram em greve, de acordo com deliberação da assembleia realizada nesta sexta (29). É necessário que o Simpa e o CPERS convoquem um grande ato unificado para o final da tarde da quinta-feira, demonstrando a Sartori e Marchezan a unidade dos trabalhadores.

sexta-feira 29 de setembro| Edição do dia

A greve dos professores do Rio Grande do Sul reafirmou sua força na manhã desta sexta-feira em uma grande assembleia, que foi unânime pela continuidade da greve. No final do dia os trabalhadores municipários também deflagaram greve contra Marchezan a partir da próxima quinta-feira (05). A força e o peso social destas duas categorias pode sacudir Porto Alegre e fortalecer a greve dos professores em todo o estado.

É necessário que a direção do Simpa e do CPERS sejam consequentes com o grave momento que vive o estado e a cidade de Porto Alegre. Sartori e Marchezan, do PMDB e PSDB, querem fazer com que a classe trabalhadora e o povo pobre paguem pela crise. Seu projeto é o mesmo que o governo golpista de Temer vem implementando nacionalmente, retirando direitos históricos da classe trabalhadora com a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita e cortando investimentos no serviço público. A luta das trabalhadoras e trabalhadores contra essas medidas também precisa ser unificada.

Uma maneira de marcar essa unidade desde o início da greve dos municipários, com uma grande demonstração de forças de ambas categorias, é construindo, desde já, um ato unificado para tomar as ruas de Porto Alegre no final da tarde da próxima quinta-feira (05). Uma manifestação que deve ser amplamente divulgada e convocada durante a semana, e que coloque nas ruas os professores, municipários e também outras categorias de trabalhadores, como os da CEEE, Sulgás, CRM e Banrisul, estatais que Sartori quer privatizar. Da mesma forma, os trabalhadores da Carris, que já estão mobilizados contra a privatização, e o conjunto da categoria rodoviária que sofre com ataques, demissões e perseguição de Marchezan e os empresários do transporte, também poderiam se somar ao ato. Além disso, estudantes secundaristas e universitários deveriam construir ofensivamente uma manifestação destas.

Tomar as ruas da cidade como uma primeira demonstração de forças contra Marchezan e também uma demonstração de unidade contra Sartori, é essa tarefa que está colocada. A direção do CPERS e do Simpa podem, neste momento, demonstrar a ambos os governos que os trabalhadores de Porto Alegre não vão pagar pela crise.




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