Educação

RIO GRANDE DO SUL

Construir a greve em cada escola do Rio Grande do Sul para derrotar Sartori!

Panfleto distribuído na assembleia geral dos professores do RS para organizar a greve desde cada escola do estado.

terça-feira 1º de agosto| Edição do dia

650 reais: água, luz, gás, aluguel, IPTU, IPVA, roupas, comida, transporte… muitos de nós não conseguem nem pagar o aluguel com a primeira parcela. O governo Sartori quer fazer a gente trabalhar até morrer sem condições dignas de vida. Esse é o projeto do governo estadual e federal para os trabalhadores: descarregar a enorme crise econômica nas nossas costas. Contra tantos ataques, precisamos nos organizar. Apenas uma forte mobilização, dos professores do estado junto a outras categorias, poderemos vencer Sartori e seu plano de ajustes, bem como todos as reformas anti-populares de Temer e seus aliados.

Terça feira está marcada mais uma assembleia da categoria, onde se promete aprovar greve. Ela não foi construída de maneira séria pela diretoria, que sequer convocou assembleias nas escolas para organizar a luta dos professores. Já vimos esse filme antes, Helenir e o conjunto dos diretores falam de muita luta, mas promovem pouca ação de fato para construir a greve. Com isso, eles acabam desmobilizando a categoria, cumprindo o papel de traição que ficou mais escancarado em 2015 e servindo única e exclusivamente aos seus interesses eleitoreiros em 2018. O objetivo é desgastar Sartori olhando para o ano que vem, e não derrotar seus ataques de fato.

E parte da oposição também vai para a assembleia de maneira acrítica à diretoria do sindicato, fazendo coro com tamanha irresponsabilidade. É preciso que os núcleos dirigidos pela oposição, como os de Porto Alegre e zona metropolitana, coloquem toda sua força para construir uma greve de fato, bem distinta da greve fantasma que a burocracia está propondo e que servirá principalmente para desgastar a vanguarda de professores.

Nós, do Movimento Nossa Classe, apresentamos algumas propostas concretas, como parte de um plano de luta que queremos construir e também exigir das direções central e de núcleos, para essa greve sair das palavras e ganhar força dentro da categoria a fim de erguermos um movimento forte capaz de dobrar o governo.

Primeiro, mesmo que a greve seja aprovada hoje ela deve ser construída em cada escola, fazendo com que os professores tomem nas mãos o fortalecimento dessa mobilização, com comandos de greve nos núcleos. Uma greve precisa ser construída, não apenas decretada. Apenas com a participação ativa da categoria, desde cada escola, vamos construir um movimento forte capaz de vencer. Exigimos que o sindicato organize reuniões nas escolas e nos núcleos para decidir a greve, bem como organizar um plano de lutas efetivo capaz de organizar a resistência de fato. Como ferramenta para greve, devemos organizar um comando de greve democrático, onde todos os professores possam participar, com delegados eleitos e não apenas as correntes.

Segundo, de nada vale decretarmos greve e não fazermos nada. Esse é justamente o plano eleitoreiro da direção central do sindicato. Propomos que a greve deve ser referendada em cada escola, mas sabemos que sem preparação pode ser que muitas não tenham condições de parar agora. Nesses casos, a proposta concreta é fazermos “metade aula, metade aula na rua”. A partir da metade do período, saímos para a rua/avenida em frente à escola e fazemos a aula na rua! Se ao menos 20% das escolas dos núcleos de Porto Alegre e zona metropolitana levassem a frente uma proposta como essa, poderíamos dar bastante visibilidade para a greve nesse momento incicial, romper a normalidade na cidade e gerar ativismo entre professores, estudantes e comunidade escolar em geral. As escolas mais mobilizadas poderiam se apoiar nessa medida e dar o pontapé inicial da greve.

Terceiro, desde já precisamos de um fundo de greve para sustentar a luta e colocar as finanças nas mãos da categoria.

Por último, o sindicato deve cumprir o seu papel, mas não temos nenhuma ilusão nessa diretoria. Sabemos que seus objetivos não são o de derrotar de fato Sartori na luta, e sim desgastar o governador visando as eleições de 2018. Essa é a estratégia petista a nível estadual e federal também. Acreditamos na força dos trabalhadores, e por isso depositamos todas as nossas esperanças na capacidade que a classe trabalhadora possui de defender os interesses até o final da categoria e do conjunto da população.




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