ELEIÇÕES 2016

Considerações sobre as Eleições municipais em Estância (SE)

Passados o processo eleitoral, a população de Estância, elegeu para prefeito o doutor e então deputado estadual Gilson Andrade (PTC), com 14.405 votos. A população elegeu esse prefeito mesmo sabendo que este já responde um processo sobre o escândalo das verbas de subvenções da Assembleia Estadual de Sergipe, o que pode levar a cassação do mandato de Deputado Estadual e, por tabela, o candidato derrotado nessas eleições, o atual prefeito Carlos Magno (PSB), que obteve 11.149 votos, poderá ser declarado novo prefeito para os próximos 04 anos. Outros candidatos participaram do pleito: Marcio Souza (PSOL) com expressivos 9.556 votos, representando não somente a esquerda, mas setores descontentes com os primeiros acima, e Titó (PPL) com 201 votos recebidos.

quarta-feira 5 de outubro| Edição do dia

O processo eleitoral na cidade da região do sul de Sergipe foi marcado por vários fatores. Um deles foi a ausência do PT como cabeça de chapa, tendo optado por fazer coligação em apoio ao atual prefeito e candidato a reeleição. Das três candidaturas a vereador somente a professora Ivonia abordou temas de esquerda geral inclusive falando dos projetos do governo golpista do Temer. Os demais optaram em defender a gestão atual independente dos problemas que essa gestão causou aos trabalhadores, atrasando salários dos educadores estancianos – até o presente momento os salários de setembro não foram pagos e os agostos foram pagos de forma parcelada.

A eleição de Gilson Andrade reuniu o há de mais conservador na cidade sergipana. As elites locais encontram-se em processo de decadência econômica e veem na prefeitura a maneira de manter o prestígio e o poder para dominar. Mesmo porque, após as eleições, o grupo dos vencedores e dos vencidos farão acordos para manter a dominação sobre a cidade, que vivencia um grande crescimento de contingente de pessoas desempregadas e a estagnação dos indicadores sociais.

No tocante a participação da esquerda, a surpreendente votação do candidato do PSOL evidencia que este partido, assim como em todo o país, cresceu aproveitando a queda e o desgaste do PT, mas ficou a sensação de poderia ter crescido mais e tomado o segundo lugar.

Independentemente da vitória, o cenário promete ser sombrio para a classe trabalhadora que agora terá se organizar para enfrentar esse governo municipal que reproduzirá os intentos golpistas do governo Temer, sob a justificativa de reorganização financeira, e irá atacar ainda mais os direitos dos trabalhadores. Os trabalhadores estancianos já estão se organizando para resistir a esse período.




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