MINICURSO: O QUE É O COMUNISMO____AULA DOIS [Primeira Parte]

Considerações sobre a Revolução Russa, seu legado e seu tempo

Gilson Dantas

Brasília

quarta-feira 14 de junho| Edição do dia

A primeira parte da segunda aula do curso O QUE É COMUNISMO, foi realizada dia 25 de maio passado na UnB, com a presença de dezenas de jovens.
Promovido pelo NEPPOS/Serviço Social, seu tema tratou do legado da Revolução Russa e reflexões sobre seu tempo, sobre as implicações políticas da era imperialista, da degeneração da II Internacional socialista e diferenças entre uma revolução consciente e revoluções cegas, com direções quaisquer. O tema da aula foi A Revolução Russa: o auge da luta pela ideia comunista no primeiro ciclo de revoluções do século XX.

Dentre outras, foram tratadas questões como as seguintes: por que e quais as determinações que explicam por que a primeira revolução proletária vitoriosa se deu na Rússia? Qual a diferença de percepção política em relação ao fenômeno que modificou toda a realidade histórica de seu tempo, o imperialismo, a I Guerra Mundial, de parte da II Internacional e de parte do núcleo que em seguida conformaria a III Internacional? Por que a revolução proletária precisa ser consciente e a revolução burguesa não? Por que a burguesia não dependeu, historicamente, de uma direção consciente para levar adiante sua revolução?

Quais as razões do fracasso e decomposição política reacionária da Internacional socialista de massas [a II] quando eclodiram revoluções socialistas por todo lado? O que o imperialismo tem a ver com a nova realidade da aristocracia operária e o oportunismo no movimento socialista? O imperialismo e a teoria da revolução permanente: por que estão historicamente conectados?

Por que Lenine era estudioso e admirador número um da Comuna de Paris e de suas lições? Os sovietes foram uma questão “russa” ou, na verdade, a marca de inúmeras revoluções século afora? Por que a transição ao socialismo ou será fundada na democracia proletária ou não será, tende a degenerar? E por que a burguesia necessita distorcer e negar toda narrativa da luta dos oprimidos e, em particular, o primeiro Estado operário e sua estratégia fundada nos sovietes e no partido proletário consciente?

Em que sentido a estratégia soviética e a delimitação e independência de classe têm a ver com o fracasso ou a vitória de uma revolução proletária? Como definir a estratégia e a força material da revolução proletária?

O que significa dizer que um governo populista ou de colaboração de classe [tipo Kerenski ou mesmo João Goulart e tantos outros] prepara e abre as portas para a contrarrevolução?

Por que a estratégia para a revolução proletária não pode ser a da II Internacional, reformista, de colaboração de classe e sem ruptura com a ordem burguesa?
Esses e outros pontos fizeram parte do roteiro e da argumentação a respeito do legado da Revolução Russa para hoje e, portanto, um flashback em torno daquele momento da história no qual houve debate de estratégias e o marxismo alcançou seu auge em termos de integração da tática política com a estratégia e com a ideia da transição ao comunismo.

Proximamente também divulgaremos aqui o vídeo da segunda parte dessa mesma aula. Confiram o vídeo da primeira parte logo abaixo [total de 55 minutos].




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