MARINA SILVA

Conservadora Marina Silva tem queda nas intenções de votos das mulheres

Representando o velho neoliberalismo conservador, Marina Silva (Rede), assim como Bolsonaro, tem queda nas intenções de voto entre as mulheres (de 19% para 12%).

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

terça-feira 11 de setembro| Edição do dia

Marina Silva, a candidata que quer se apresentar como "defensora do meio ambiente", "nem de direita, nem de esquerda" (ou seja, de direta!), teve uma queda de seis pontos percentuais, segundo a última pesquisa Datafolha, nas intenções de votos femininos. Isso se expressa três semanas depois da tentativa de se alçar como alternativa para as mulheres no debate com Bolsonaro. A rejeição de Marina entre as mulheres é de 27%, em segundo lugar (depois de Bolsonaro), e a queda entre os homens foi de quatro pontos percentuais.

Num cenário em que as mulheres representam 52% do eleitorado, a queda das intenções de voto na candidata do neoliberalismo conservador mascarado de defesa das mulheres pode expressar a atenção das mulheres para o fato de Marina ter apoiado o golpe institucional, ser contra a legalização do aborto “por uma convicção filosófica e de fé” e da reforma trabalhista, que precariza ainda mais a vida, em especial, das mulheres negras.

De fato, nessas eleições manipuladas pelo Judiciário, Marina não representa as mulheres. Precisamos construir uma força que ligue o combate ao golpe que quer descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e das mulheres com a luta pelos nossos direitos.




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