Política

LAVA JATO

Conselho do MPF prorroga força tarefa da Lava Jato até setembro de 2017

O Conselho Superior do Ministério Público Federal prorrogou por mais um ano o funcionamento da força tarefa da Operação Lava Jato que atua em Curitiba, no Paraná.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

terça-feira 6 de setembro| Edição do dia

O colegiado presidido pelo procurador – geral da República, Rodrigo Janot, estendeu até o dia 8 de setembro de 2017 os trabalhos dos promotores e procuradores que atuam na investigação do esquema de corrupção na Petrobras.

Atualmente, a força tarefa em Curitiba conta com 11 profissionais do Ministério Públicos dedicados exclusivamente á Lava Jato e três mais colaboradores que auxiliam nas investigações, coordenadas pelo procurador Deltran Dallagnol. Foi prorrogado o funcionamento da força tarefa que atua no Rio de Janeiro com desdobramentos da Lava Jato ligados a esquema de corrupção na Eletronuclear e em obras da usina Angra 3.

A Operação Lava Jato teve inicio em março de 2014 e já se estende por dois anos e meio. A força tarefa em Curitiba foi instalada em abrir daquele ano pelo procurador geral da República, para dedicação exclusiva ao caso. Ao todo, a operação já teve 33 fases, que levaram á prisão preventiva de executivos das grandes empreiteiras do País.

As investigações sobre o envolvimento de políticos na Lava Jato não são conduzida pela Força Tarefa do Paraná. Os casos envolvendo autoridades como ministros e parlamentares são conduzidos por um grupo de trabalho que atua em Brasília sob a supervisão direta de Janot.

Qual é a tendência da Lava Jato agora?

Após a consumação do golpe institucional, já tiveram noticias da grande imprensa de que o Romero Jucá vai ser reconduzido para a 2º vice - presidência do Senado e de que o próprio Michel Temer não pode ser investigados por atos que cometeu fora do seu mandato golpista. Ao mesmo tempo em que escutamos estas noticias, estamos vendo que a Operação Lava Jato está trabalhando para avançar contra o PT, tendo como foco principal o ex – presidente Lula.

Ao menos que os golpistas encontrem dificuldades para aplicar os ataques que o imperialismo deseja, obrigando assim a Lava Jato se transformar numa versão brasileira das Mãos Limpas italiana, a tarefa que a turma Sergio Moro vai ter a partir de agora é acabar com as pretensões eleitorais do PT para 2018. Isso só mostra que a tarefa da Lava Jato não é combater a corrupção, mas sim desalojar uma ala da burguesia ligada ao PT do governo para colocar uma ala ligada mais com os interesses do imperialismo.

Isso explica que o motivo que a Força Tarefa da Lava Jato só acabara no dia 8 de setembro de 2017. Fica claro que trata – se de um calculo eleitoral por parte dos setores ligados ao imperialismo e de setores da burguesia nacional que deu o golpe em desgastar o PT. De outro lado, isso mostra que a tendência da Lava Jato é deixar os políticos que não são do bloco petista mas que participaram do mesmo esquema de corrupção que o PT participou impune.




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