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Conselheiro europeu afirma que Trump é "ameaça externa"

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk avaliou a mudança presidencial norte-americana de maneira negativa, caracterizando o misógeno e xenófobo Donald Trump como uma “ameaça externa”.

quarta-feira 1º de fevereiro de 2017| Edição do dia

Em texto escrito pelo Conselho Europeu o qual avalia os efeitos da vitória de Trump e a relação dos EUA com a Europa, Donald Tusk indica em quais pontos essa relação entre os dois lados do Atlântico pode se fragilizar.

Segundo o jornal El país que teve acesso a esse texto, O Conselho Europeu colocou em questão a política de segurança norte-americana, vide as declarações do novo presidente em relação ao uso de tortura e da nomeação de alguns nomes para cargos importantes na área.

A aproximação com a Rússia também foi questionada pelos 28 países que compõe o Conselho, pois eles estimam que Washington abrirá mão da expansão da OTAN para Leste – medida que desagradava Moscou. Além disso eles temem que a Casa Branca recue retire suas bases militares da região Oriental da União Europeia.

Soma-se a isso, o receio do novo presidente insistir na intensificação do conflito Sírio, podendo conflagrar o aumento de imigrantes refugiados se descolando para a Europa. A Conselho Europeu também tem receio que o governo norte-americano tenha uma postura econômica de manter acordos bilaterais com membros da EU, podendo assim promover um racha no bloco.

Donald Tusk, na realidade, entende que a postura de Donald Trump em relação ao conflito Sírio, a aproximação em direção à Rússia e as relações econômicas entre a Europa e os EUA possam de alguma maneira interferir na hegemonia do bloco europeu.
O que preocupa a UE são as estratégias norte-americanas que podem de alguma maneira desfavorecer o bloco em relação à correlação de forças na disputa hegemônica internacional.

A UE não avalia a ameaça que Trump é em relação sua postura misóginas e xenófobas – em relação a esta segunda eles também o são – em relação as mulheres, aos imigrantes e ao México. A vida destes não é o que está em questão, já que a UE tem tido uma grande crise de imigrantes e os governos tais como Merkel e Hollande tem assumido políticas xenófobas contra os imigrantes. O que está em jogo é a disputa pela hegemonia internacional de países imperialistas.




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