Política

CRIVELLLA E SEUS ALIADOS

Conheça o perfil político dos 34 vereadores que apoiam Crivella, alguns deles suspeitos de ligações criminosas

Conheça o perfil político dos 34 vereadores que declararam publicamente apoio ao racista e homofóbico candidato do PRB, alguns desses vereadores são suspeitos de terem ligações criminosas.

quarta-feira 26 de outubro| Edição do dia

A ampla maioria dos vereadores eleitos à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro declarou publicamente seu apoio ao candidato da Record e da Igreja Universal, Marcelo Crivella do PRB. Alguns deles, como Carlos Bolsonaro do PSC fizeram isso em nome de sua homofobia e ódio à esquerda. Outros o fizeram em nome de “deus e da família”, outros por um suposto amor ao Rio.

Seu amor ao Rio em alguns casos é de se suspeitar que seja do tamanho de seus bolsos. Sendo parte de partidos golpistas repetem argumentos daquela votação do impeachment na Câmara de Deputados e tal como naquela ocasião, votam com seus bolsos, em nome dos seus próprios negócios, de suas famílias, suas igrejas e em alguns casos com suspeitas de ligações com o crime organizado (na forma de milícias mas também do tráfico de drogas) com os quais mantém ligações diretas em alguns casos noticiados até mesmo pela grande mídia ou onde pairam grandes suspeitas de algum tipo de relação que favorece à formação do que é conhecido como "curral eleitoral". Até mesmo a grande mídia, volta e meia, levanta suspeitas sobre a existência de currais eleitorais em determinadas regiões da cidade onde alguns dos vereadores que declararam apoio a Crivella concentram seus votos.

A lista de apoiadores a seguir foi compilada junto à equipe de redação do Esquerda Diário, a partir dos perfis nas redes sociais, declarações na grande imprensa. Não encontramos declarações de voto de sete vereadores em seus perfis nem na mídia e um deles não tem facebook. Vamos à lista dos apoiadores de Crivella. Trata-se de um desfile de reacionarismo, caciques políticos e acusações de ligação com crime organizado.


Jorge Fellipe, PMDB, atual presidente da Câmara de Vereadores está em seu sexto mandato. Cacique do PMDB ignorou as críticas de Bolsonaro a seu partido pois o que importa são os negócios e quer manter seu poder na Câmara. Está citado na lista internacional de lavagem de dinheiro conhecida como Panama Papers


Chiquinho Brazão, PMDB, irmão de antigo cacique do PMDB na ALERJ, sua família é suspeita de participar ou ser responsável por máfia de roubo e adulteração de combustíveis.

Rosa Fernandes, PMDB, vai para seu quinto mandato como vereadora. É filha de ex-deputado estadual e já foi acusada previamente de, através de centros sociais e relações clientelísticas organizar Irajá e região como seu curral eleitoral, o termo curral eleitoral é frequentemente usado pela grande mídia para tratar de sua influência na região, como pode-se ver nessa matéria, nesta outra, dentre várias que em toda eleição aparecem na grande mídia.

Marcelo Arar, PTB é conhecido lobbista das empresas de distribuição de bebidas, empresas que são notórias sonegadoras de impostos e envolvidas em outros crimes.

Carlos Bolsonaro, PSC, membro de família reacionária que dispensa comentários.

Junior da Lucinha, PMDB, filho da deputada estadual Lucinha. Sua mãe é acusada de ser ligada à milícia em Paciência, na Zona Oeste.

Vera Lins, PP, esposa do deputado estadual Dionísio Lins, repete esquemas de "centros sociais", já tendo sido retratada, ao menos no passado de tal forma pela mídia, e tal como a família Fernandes de Irajá, também é tratada pela grande mídia como formadora de um "curral eleitoral" Diferente da familia Fernandes, a família Lins tem influência sobre Vicente de Carvalho e bairros adjacentes.

João Mendes de Jesus, PRB, do partido de Crivella e tal como ele pastor da Universal.


Teresa Bergher, PSDB, é suspeita de manter algum tipo de acordo com lideranças locais em regiões previamente dominadas pelo tráfico de drogas onde conseguia certo nível de exclusividade nas campanhas eleitorais em regiões do complexo da Maré e do Alemão.

Jairinho, PMDB, filho do "Coronel Jairo", deputado estadual, ambos estão envolvidos em denúncias de corrupção no DETRAN.

Alexandre Isquierdo, DEM, foi apoiado oficialmente por Malafaia, por sua defesa do "Escola sem partido" e por seu "combate à ideologia de gênero". Veja vídeo do pastor apoiando o reacionário parceiro do DEM:

Tânia Bastos, PRB, presidente municipal do partido de Crivella e Edir Macedo, raro membro que não consta, oficialmente, como pastora da Igreja Universal do Reino de Deus

Rafael Aloísio Freitas, PMDB, seu apoio foi importante aliado do ex-prefeito César Maia e foi cassado quando era presidente da Câmara (em 2008), como deputado estadual seu pai atual para tentar livrar de cassação o corrupto e apoiador das mílicias Álvaro Lins.


Bispo Inaldo Silva, PRB, bispo da universal como o candidato a prefeito.

William Coelho, PMDB, organizou compra de votos com remédios vencidos em 2010, foi acusado de ter centro social e é tratado pela grande mídia como organizador de curral eleitoral em local conhecido pelo domínio das milicias, Sepetiba na Zona Oeste.

Veronica Costa, PMDB, a "Mãe Loira" do funk, com sua própria fama e popularidade entre setores da juventude tenta ajudar o bispo a se mostrar o oposto do que ele é, um homofóbico, em vídeo em grava seu apoio ao bispo.

Dr.Carlos Eduardo, Solidariedade, será o secretário de saúde de Crivella, conhecido defensor das OSs.


Val da CEASA, do desconhecido PEN, foi acusado de pertencer a uma facção do tráfico de drogas, ou no mínimo de fazer apologia à mesma.

Paulo Messina, PROS, cotado para secretaria da educação, fez vídeo em apoio a Crivella explicando a proposta de ambos de como seriam as OSs nas escolas.

Rogério Rocal, PTB, citado na CPI das milicias.

Marcello Siciliano, PHS, dono da casa de show Barra Music ligado à milícias na Gardênia Azul, sua atuação criminosa é um dos motivos do pedido formal de tropas federais nas eleições de 2014, tudo isso segundo apurado pela imprensa.

Doutor Jorge Manaia, Solidariedade, evangélico declara em rede social que votará em Crivella "em nome da família".

Jonas Moura, Solidariedade, liderança dos Guarda Civis Metropolitanos, organiza suas exigência de melhores condições para esta guarda. Frequentemente, membros desta tropa são denunciados por bater em camelôs.

Eliseu Kessler, PSD, pastor da Igreja Assembléia de Deus.

Felipe Michel, PSDB, denunciado por uso de verbas de fundação estadual para sua campanha, distribuindo óculos a moradores (que tinham direito aos mesmos) em troca de votos.

Claudio Castro, PSC, do partido dos Bolsonaro e Feliciano, cantor católico da “renovação carismática”.

Professor Adalmir, PSDB, militar da Marinha, concentra seus votos em Deodoro, região de moradia de militares e predomínio político dos Bolsonaro.

Professor Célio Lupparelli, DEM, foi braço direito do ex-prefeito César Maia (DEM).

Luiz Carlos Ramos Filho, PTN, outro político filho de político, seu pai é deputado federal.

Jair da Mendes Gomes, PMN, comerciante e influente na região de Rocha Miranda.


Zico Bacana, PHS, suspeito de ter relação com a milícia, foi citado diversas vezes na CPI das milícias.

Concluindo a lista de apoios, ecumênicos no crime, no reacionarismo, nos currais eleitorais, e nas famílias de políticos, não podia faltar mais um...pastor.

Otoni de Paula Junior, PSC, pastor da Assembléia de Deus.

Os vereadores Zico, do PTB e Marcelino d’Almeida, não pudemos traçar um perfil político nem encontramos informações na grande mídia.




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