57º CONGRESSO DA UNE

CONUNE 2019: conheça as resoluções apresentadas pela Faísca e Pão e Rosas

A Juventude Faísca e o grupo de mulheres Pão e Rosas vieram participando desde o início da construção do 57° CONUNE com a perspectiva de debater ideias e estratégia capazes de fazer frente aos ajustes advindos da crise, em chave anticapitalista e revolucionária, com um método de luta baseado na aliança com a classe trabalhadora e com um forte perfil antirracista, anti patriarcal e em defesa da população LGBT. Para tudo isso, em momentos em que o capitalismo nos rouba o futuro com a reforma da previdência, é preciso batalhar por entidades que sejam ferramentas vivas, organizadas pela base, superando os limites da atual direção majoritária da UNE, que impede que a entidade seja uma força capaz de organizar a enorme revolta que poderia incendiar a juventude. Leia aqui as teses apresentadas pela Faísca e pelo Pão e Rosas

sábado 13 de julho| Edição do dia

Resolução de Conjuntura

Depois de três décadas do fim da ditadura militar, temo de novo os militares no comando do executivo nacional. Bolsonaro é no Brasil expressão do ascenso dos governos de extrema direita a nível internacional, parte da resposta do imperialismo, que frente a crise capitalista iniciada em 2008 precisa mais do que nunca aumentar o nível de exploração sobre a classe trabalhadora em todo o mundo. Como chegamos a essa situação? O PT durante os anos de crescimento econômico pôde governar distribuindo alguns poucos benefícios para a maioria da população, mesmo governando a serviço do capital financeiro e das elites que sempre mandaram no país. Com a crise, deixou de ser funcional aos interesses dessas elites dominantes.

Esses mesmos setores que foram beneficiados pelos seus governos como parte da busca por governabilidade se voltaram contra ele. Bolsonaro subiu ao poder como filho indesejado do golpe institucional, fruto de eleições manipuladas. A lava jato e Moro, o Congresso, o STF, os empresários, o agronegócio, o mercado financeiro e os militares implementaram o golpe institucional para avançar em ajustes ainda mais profundos do que os que já estavam implementando o governo de Dilma Rousself.

A reforma da previdência foi aprovada por 379 votos, mostrando o reacionarismo do congresso nacional em tempos de governo Bolsonaro. A oposição mostrou uma completa impotência para barrar esse ataque de Bolsonaro e da classe dominante, mas isso não é a toa, já que nos estados que governam, PT, PCdoB, PSB e PDT também aplicam ajustes contra o povo e os seus governadores defenderam a reforma da previdência. As centrais sindicais negociaram com Maia e entregaram nosso futuro. Sem romper com o mecanismo de sangria das riquezas nacionais que significa a dívida externa, nenhum governo seja da situação ou da oposição poderá aplicar uma política distinta. O movimento estudantil que esteve na linha de frente das mobilizações contra os cortes da educação tem que buscar se aliar aos trabalhadores como parte de uma estratégia na luta para vencer. É preciso exigir das centrais um plano de lutas efetivos para que a reforma não seja aprovada no Senado sem nenhuma luta como foi agora.

Resolução de Educação

Bolsonaro e Weintraub buscam avançar num projeto cada vez mais neoliberal na educação, com os cortes e controle ideológico contra estudantes e professores, contra nossa produção científica e tecnológica, em nome de uma projeto de pais cada vez mais subordinado aos interesses do imperialismo. Retiram da educação porque nos reservam um futuro repleto de longas filas de desempregados, à mercê dos trabalhos de miséria e suas jornadas intermitentes e inacabáveis, arriscando a vida e adoecendo com a terceirização, Rappi e telemarketing, condenados a trabalhar até morrer com a aprovação da Reforma da Previdência, que vem para encher o bolso dos grandes empresários e banqueiros. A juventude mostrou sua força lutando pela educação em atos massivos no dia 15 e 30 de maio. Nossa luta é contra os cortes na educação, o projeto reacionário e neoliberal da extrema direita, em defesa das cotas étnico-raciais, do fim do vestibular e da estatização das universidades privadas sem indenização.

Resolução Movimento Estudantil

As mobilizações massivas que tomaram as ruas do país no dia 15 de maio e depois no dia 30 de maio, abriram a possibilidade de ampliar a luta e avançar numa mobilização superior em unidade com a classe trabalhadora. Essa perspectiva poderia chegar a derrotar os planos de Bolsonaro, ou no mínimo nos em melhores condições para continuar a luta. Essa perspectiva não se deu justamente pela política divisionista das direções majoritárias do movimento estudantil e do movimento operário, PT e PCdoB. também não apresentaram uma alternativa independente, se resumindo a oposição parlamentar, sem denunciar o papel das direções majoritárias e sem propor e exigir um plano de lutas efetivo. É preciso retomar a mobilização iniciada no 15M contra os cortes do governo Bolsonaro e ao contrário do aconteceu no primeiro semestre, unificar a pauta das mobilizações. Para superar a política divisionista da maioria da UNE, da CUT e da CTB nossa pauta deve ser contra os cortes e contra a reforma da previdência. Em todas as universidades, em cada curso e cada escola, impulsionar assembleias de base e em cada assembleia votar representantes para conformar um comitê nacional de mobilização.

É preciso tomar nossa luta em nossas próprias mãos.




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