Conheça alguns dos políticos mais odiosos e corruptos do PSL, partido de Bolsonaro

Douglas Silva

Estudante da UFJF

terça-feira 9 de outubro| Edição do dia

Com uma Câmara de Deputados com quase metade de milionários, o que não pode faltar são políticos odiosos e envolvidos em diversos casos de corrupção. Aqui, vamos apresentar alguns dos senhores da “moral e dos bons costumes”, amigos de partido do ex-capitão reacionário, Jair Bolsonaro.

Alexandre Frota

O ex-ator pornô, cortejado pelos golpistas do governo Temer e do próprio Bolsonaro para o Ministério da Educação, foi eleito deputado federal por São Paulo e, na última semana, teve a movimentação de um processo de seu filho, Mayã Frota, de 18 anos, por não pagar sua pensão alimentícia. Frota deve R$ 60 mil ao filho que, se não for paga até quarta-feira, pode levar o reacionário amigo de Bolsonaro para a cadeia.

Eduardo Bolsonaro

Eduardo, saudosista da ditadura militar, da tortura e do coronel Brilhante Ustra, dispensa apresentações. Filho de Jair Bolsonaro, teve sua campanha à deputado federal mergulhada em denúncias de corrupção e campanha pela tortura.

Durante o primeiro turno, a campanha “digite 432% no Google” ganhou força nas redes sociais, denunciando o crescimento do patrimônio do filho de Bolsonaro. De acordo com a declaração de bens apresentada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 2014, ano em que Eduardo Bolsonaro foi eleito pela primeira vez, seu patrimônio equivalia a R$262 mil atuais (corrigidos segundo os índices oficiais de inflação). Já neste ano, o candidato declarou possuir R$1,395 milhão em bens, o que corresponde ao espantoso crescimento de 432%.

Janaína Paschoal

A “musa do golpe”, uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma, foi eleita para o legislativo de São Paulo.

Conhecida pela sede em aprofundar os ataques contra os trabalhadores, Janaína foi cogitada à vice de Bolsonaro, mas acabou não decolando, e a golpista seguiu sua candidatura ao legislativo e apoiando o reacionário ex-capitão.

Daniel Silveira

Silveira, o verme reacionário que quebrou a placa de homenagem a vereadora do PSOL assassinada no RJ, Marielle Franco, é policial militar e foi eleito deputado federal pelo PSL.

Ao lado de Silveira estava Rodrigo Amorim, também candidato do PSL, eleito deputado estadual do Rio, e Wilson Witzel (que vai disputar o segundo turno das eleições 2018 com Eduardo Paes, do DEM). Ambos os candidatos escancararam seu racismo e ódio contra a esquerda quebrando a placa de rua com o nome de Marielle.

Luciano Bivar

Fundador do PSL, candidato a presidência, em 2016, Bivar foi eleito deputado federal.

Empresário e dono do partido que fundou em 1998, presidente desde então, Bivar é empresário ligado ao setor de seguros, com um patrimônio declarado à Justiça Eleitoral de aproximadamente R$14, 7 milhões.

Como cartola de futebol, Bivar já esteve no centro de escândalos de suborno como em março de 2013, quando admitiu que subornou membros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que o volante Leomar, jogador do Sport, fosse convocado pelo então técnico Emerson Leão. Em 11 de março de 2013, o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) Paulo Schimitt pediu abertura de inquérito para que Bivar seja investigado por tal afirmação.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança

Descendente da família real brasileira, escravocrata e reacionária, Philippe chegou a ser cortejado para vice de Bolsonaro, mas acabou se candidatando a deputado federal pelo PSL, e sendo eleito por SP.

Philippe também foi um dos líderes do movimento a favor do golpe, em 2016. Ao lado de Frota, Bolsonaro e companhia, cerrou fileiras pelo golpe institucional e o aprofundamento dos ataques contra os trabalhadores.

General Sebastião Peternelli

O general, conhecido por declarações em apoio a ditadura militar, como, em março de 2016, quando homenageou o golpe militar de 1964: "52 anos em que o Brasil foi livre do maldito comunismo. Viva nossos bravos militares! O Brasil nunca vai ser comunista".

Peternelli também ficou conhecido depois dos protestos de movimentos indígenas contra sua indicação para presidir a Funai, em 2016.

Candidatos eleitos pelo PSL: passando por golpistas reacionários à monarcas escravocratas

Aqui apresentamos alguns dos candidatos eleitos pelo partido de Bolsonaro, mas o “poço é mais fundo”, e a lama em que estão enfiados é a do que existe de mais podre no regime brasileiro. Golpistas, saudosistas da ditadura e da tortura, monarcas e todos aqueles que possuem um grande acordo em comum: atacar ainda mais os trabalhadores.




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