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Conheça a chapa Mundo Grande para o Centro Academico de Letras

Confira as ideias da chapa Mundo Grande para o Centro Acadêmico da Letras da USP

terça-feira 22 de novembro| Edição do dia

Somos estudantes da Letras. Alguns de nós foram parte da gestão Por Isso me Grito, outros estão chegando agora. Acreditamos que a gestão da entidade tem o papel de ser a voz ativa dos estudantes e seus interesses, e nessa perspectiva buscamos construir e estar na linha de frente dos processos de luta que tiveram no ano, seja do transporte, do movimento de mulheres (ambos com manifestações importantes nas ruas), e sobretudo na greve, em que construímos uma importante ocupação e abrimos um grande debate na sociedade em defesa de nossos cursos, pelas cotas raciais e contra o avanço da direita no país – e as consequências de um grande “ajuste” que quem paga a conta somos nós. Queremos dialogar com todos os estudantes, com todos aqueles que estão preocupados com sua formação e seu futuro enquanto professores dessa juventude que vem ocupando em defesa da educação. É com essa perspectiva que queremos construir uma nova gestão de luta, com a força dos nossos estudantes, para impedir qualquer ataque contra nossos direitos.

A situação da USP é preocupante: a universidade pública está na mira dos governos. Acompanhando o avanço da direita em todo o país, a reitoria promete cortar verbas, desmontar a universidade e afetar decisivamente a possibilidade de nossos estudos. Já vemos cortes de bolsa, falta de professores e o próprio ranqueamento (“segundo vestibular” para os alunos de Letras). As demandas das letras só serão alcançadas combatendo os ataques da direita. Como pensar nossas habilitações por fora do congelamento dos gastos por 20 anos q vai atacar não apenas a nossa graduação e dos que virão, mas nosso futuro como educadores? Só existe uma forma de não deixar que avancem em seu projeto de privatização da universidade: CRIANDO UMA GRANDE FORÇA DE RESISTÊNCIA, de unidade entre estudantes, funcionários e professores, que é o papel do movimento estudantil.

É por isso acreditamos que o Caell deve continuar sendo uma entidade viva, política e combativa. Uma entidade que resista aos ataques da reitoria e dos golpistas, e para isso não podemos voltar à conciliação petista, que durante 13 anos geriu o país e suas entidades por meio de alianças com a direita. O sentimento de ceticismo, de que não há nada a se fazer, é tudo que a direita quer para passar o trator sobre nós e tudo que o PT precisa para buscar se recompor. Queremos transformar o cansaço e o desânimo com esses absurdos em força para nossa luta. Queremos um Caell que acredite nos estudantes e na sua aliança com os trabalhadores para defender a educação. Uma entidade com cultura, literatura e arte. Sem depositar qualquer esperança na burocracia, na Lava-Jato, e na política conciliadora e traidora do PT.

· 13 anos abrindo espaço para direita. O PT não serve pra enfrentar os golpistas e os ataques de Temer!
· A luta pela educação é de todos nós: todo apoio às ocupações pelo país.
· Contra o desmonte da universidade, a USP do futuro não será privatizada.
· Defender a educação contra a PEC 55 (241) e a Reforma no Ensino Médio.
. Contratação imediata de professores. Volta do gatilho automático. Fim do ranqueamento, o “segundo vestibular”.
· As mães querem estudar: reabertura das creches.
· Contra o racismo da reitoria: cotas já e fim do vestibular.
· Mais festas desvairadas, transviadas e sem opressão.
· Trabalhador é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo!

A chapa Viramundo vem falando de cafezinho e como vão gerir nossa entidade, mas separam as demandas do nosso curso das grandes questões políticas nacionais para esconder que é a chapa com militantes do PT no curso, que quer implementar a mesma passividade de seu partido diante do golpe em entidades passivas, aparelhadas, que pregavam o imobilismo, enquanto seu governo aplicava ataques e abria espaço para que a direita golpista se fortalecesse. É no momento de descrença dos estudantes e trabalhadores que o PT se fortalece. Cabe a nós sacudir as vestes empoeiradas do imobilismo. Por fora da luta contra os ataques do governo Temer é impossível conquistar todo e qualquer tipo de demanda pro curso de Letras. PT nunca mais na Letras.

Sob o nome de Novos Ares está chapa que há mais de sete anos é maioria na gestão do DCE USP e que em todos esses anos não conseguiu fazer com que essa entidade fosse capaz de organizar o conjunto dos estudantes para responder a altura dos ataques da reitoria e não moveu uma palha na luta contra o golpe.

Já a chapa com Pedras e Poemas, vem tentando fazer um discurso de que nossa gestão do Caell não era combativa, tentando deslegitimar diversas ações que foram construídas coletivamente com centenas de estudantes, mas foi a chapa com ativistas que se recusaram a lutar contra o golpe, com ativistas que aplaudiam o impeachment. Essa política não pode passar na Letras!

Venha construir com a gente essa perspectiva para o movimento estudantil! O mundo é grande, por isso me grito!

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CHAPA MUNDO GRANDE - CAELL 2017
Faísca - Juventude Anticapitalista e Revolucionária e Independentes




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