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Conheça a chapa Contragolpe para as eleições do DCE da Unicamp

Por um dce ativo, que combata às opressões e que se ligue aos trabalhadores para transformar a Unicamp!

Flávia Telles

Coordenadora do CACH - Unicamp

quinta-feira 10 de novembro| Edição do dia

Ao longo desse ano, vivemos uma importante greve estudantil na UNICAMP, cujo objetivo era questionar o caráter excludente e elitista da universidade. Paralelamente, nosso país presenciou uma série de fatos políticos e um golpe institucional com a entrada do golpista Temer na presidência , que trouxe uma intensificação dos ataques que já vinham sendo colocados pelo PT, como: a reforma no Ensino Médio, que visa implementar uma lógica mercantil e neoliberal na educação e a PEC 241/55, que congelará os investimentos na saúde, na educação, na valorização do salário mínimo e outras políticas sociais, nos próximos 20 anos, além das arbitrariedades do judiciário que foi um grande agente do golpe e agora quer proibir o direito de greve dos trabalhadores. Com base nesse contexto, construir um plano de lutas contra os ataques do golpista Temer é muito importante. É por isso que precisamos de uma entidade estudantil que seja uma força contrária ao golpe neste país, de forma independente do PT, e que construa e organize com os estudantes, um DCE ativo.

Uma entidade precisa se ligar aos problemas do cotidiano da universidade e questionar o projeto de universidade que nos é imposto, pois o projeto atual, não produz um conhecimento voltado para os trabalhadores e juventude que não estão na universidade. É preciso um projeto de universidade que sirva aos interesses da classe trabalhadora e da juventude, ou seja, um projeto de universidade democrático, em que todos tenham acesso. Um primeiro caminho para essa luta, se mostrou com a histórica greve da UNICAMP por cotas étnico-raciais, em que conquistamos a realização das Audiências Públicas. É preciso de um DCE que lute pelas contas étnico-raciais na universidade, mas que não se limite apenas às cotas. É essencial caminhar na luta rumo ao fim do vestibular, pois enquanto houver vestibular, a maioria da juventude negra ficará de fora da universidade. Além da questão das cotas étnico-raciais, é preciso lutar pela ampliação da permanência estudantil, com aumento do número de moradias estudantis; pois o que adianta a universidade aumentar o número de estudantes de baixa renda, se os mesmos, por questões financeiras, não podem se manter na universidade? Por isso, a luta pelas cotas étnico-raciais, dialogando com o fim do vestibular, precisa estar obrigatoriamente ligada à luta pelo direito à permanecer.

Um DCE precisa também assumir um caráter de combate à Reitoria, órgão que quer retirar os espaços estudantis e desarticular a luta independente dos estudantes, precisa ser um importante agente de articulação e de resistência contra esses ataques institucionais que os estudantes estão sofrendo atualmente. Da mesma forma, é importante ressaltar um forte combate às opressões que acontecem dentro e fora da universidade. É preciso combater o machismo, racismo e LGBTfobia. Por isso, defendemos uma secretaria de combate às opressões, onde os setores oprimidos possam ser sujeitos e se auto-organizarem a partir da entidade.

Outro fator importantíssimo é a necessidade do DCE não apenas ficar na na teoria “por um DCE democrático”, mas sim, pensar em propostas que realmente convergem para este objetivo. Por isso, propomos a proporcionalidade, já que esse sistema permite mais expressão das diferenças, pois cada chapa comporia a gestão de acordo com os votos que receber. Além disso, os estudantes poderiam se testar com as diferentes concepções, tirando conclusões na prática cotidiana do que contribui para auto-organização e avanço das demandas do movimento estudantil.

Por fim, é indispensável um DCE que defenda uma forte aliança com os trabalhadores, para que possa subverter o caráter de classe da universidade, sempre apoiando suas lutas, assim como, recebendo seu apoio no movimento estudantil. O DCE deve ser uma ferramenta de luta para a efetivação sem concurso público de todos os funcionários terceirizados, para que eles sejam reconhecidos como trabalhadores da universidade.

Vemos que o CONSU e a reitoria são antidemocráticos, servem para manter esse projeto de universidade elitizado e fechado. Todas as decisões são tomadas pelos representantes docentes, sendo a participação discente e dos funcionários ilustrativa. Por isso acreditamos que devemos tomar em nossas mãos os rumos e para quem servirá o conhecimento. É preciso dissolver o CONSU e reitoria autoritários e construir uma organização verdadeiramente democrática da universidade, com representatividade real de estudantes, trabalhadores e funcionários.

Sendo assim, nós da chapa “Contragolpe”, fazemos um chamado para todos os estudantes da UNICAMP que se interessaram nas ideias apresentadas acima; a participarem e debaterem conosco, para que possamos enriquecer essas ideias aqui expressas, bem como trazer novas propostas. Vamos juntos, construir um DCE ativo, contra as opressões e que se ligue aos trabalhadores para transformar a universidade!




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