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ELEIÇÕES NA ARGENTINA

Conheça a campanha "nossas vidas valem mais que os lucros deles" do PTS na FIT

Conheça as propostas dos candidatos da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, em espanhol) que visam acabar com os lucros dos empresários e estar ao lado da luta contra a exploração da classe trabalhadores, das mulheres e da juventude. Neste domingo, 13, acontecem as eleições prévias na Argentina.

domingo 13 de agosto| Edição do dia

Neste domingo, 13, acontecem as eleições prévias, conhecidas como PASO (Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias). A Frente de Esquerda – o qual o PTS, organização irmã do MRT, faz parte e cumpre um importante papel – lançou candidaturas que expressam a voz da maioria da classe trabalhadora, das mulheres e da juventude, que hoje sofrem com os ataques do governo conservador de Macri.

SE QUISER SABER MAIS: Eleições na Argentina, o que são as PASO?
E a força da Frente de Esquerda

Essa voz que ecoa pelo país é representada por importantes figuras como Nicolás delCaño, Myriam Bregman, Christian Castillo, entre demais candidatos, que, ao lado das lutas dos trabalhadores, expressam essa voz anticapitalista e propõem mudanças que não ataquem a vida da maioria trabalhadora, e sim o bolso e lucro dos empresários, pois a crise econômica vivida atualmente deve ser paga pelos capitalistas e não à custa da exploração dos trabalhadores.

Hoje a Argentina conta com milhares de desempregados e uma precarização do trabalho e da vida da população, em que se trabalham jornadas infinitas. Assim como no Brasil, o presidente Macri conta com um programa de ajustes e reformas trabalhista e da aposentadoria para depois de outubro, visando favorecer e aumentar os lucros dos patrões às custas da precarização do trabalho e da vida da maioria da população. A luta dos trabalhadores da PepsiCo conseguiu barrar a implementação da reforma trabalhista até agora.

VEJA O APOIO POPULAR A CANDIDATURA DA FIT

Diante disso, a Frente de Esquerda apresenta uma saída anticapitalista, com uma proposta de redução da jornada de trabalho. Reduzindo a jornada de trabalho para seis horas diárias, durante cinco dias da semana, sem afetar o salário que deve equivaler, no mínimo, ao valor de uma cesta básica familiar. Assim, a divisão das horas de trabalho se dá entre todas as mãos disponíveis, isto é, diminuindo o desemprego, em que todos trabalham e trabalham menos, garantindo uma melhor qualidade de vida.

Além disso, a Frente de Esquerda garante levar a voz das milhares de mulheres que transformaram sua dor e raiva em organização e luta. Com um plano contra a violência machista, garantem lutar, nas ruas e no congresso, pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito.

ENTREVISTA COM O CANDIDATO DA FIT, NICOLÁS DEL CAÑO

Essas propostas contaram com um forte apoio popular durante a campanha para esse primeiro momento do processo eleitoral argentino. Os candidatos foram às ruas apresentar suas ideias anticapitalistas, se colocando diariamente ao lado dos trabalhadores, como o fizeram em todo o processo de luta dos trabalhadores da PepsiCo, que foram um forte exemplo para a classe trabalhadora, ao conseguir barrar os ajustes de Macri através da organização e luta.

Ainda que as propostas da Frente de Esquerda só possam ser plenamente realizadas em um governo dos trabalhadores, aumentar a voz anticapitalista dentro do congresso dá uma visibilidade importante para essas ideias, apoiando e fortalecendo as lutas dos trabalhadores que estão nos sindicatos, escolas e bairros. Dentro do congresso, fica possível defender as demandas e exigências daqueles que estão fora dali. Dessa forma, a Frente de Esquerda se apresenta como a única saída para combater os ataques de Macri, defendendo os direitos da maioria da população.

ATO DE ENCERRAMENTO DA CAMPANHA ELEITORAL DA FIT

Ao lado de todas as lutas, nas ruas, onde acreditam ser o espaço que verdadeiramente pode se derrotar esse projeto político, a Frente de Esquerda se mantém ao lado dos trabalhadores, das mulheres e da juventude, organizando importantes planos de luta e garantindo que sejam os lucros dos empresários a serem afetados, e não a vida de milhares de pessoas.




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