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CONGRESSO | MP DA MORTE

Congresso quer estender MP que autoriza patrões a cortar salários e suspender contratos

quarta-feira 13 de maio| Edição do dia

Foi protocolado no Congresso um pedido para prorrogar os prazos da Medida Provisória 936, a MP da Morte de Bolsonaro, que autoriza as empresas a reduzirem jornadas de trabalho com redução salarial, e também a suspensão de contratos.

A proposta, completamente absurda, de prorrogar os tempos de um brutal ataque à classe trabalhadora, tem como relator o deputado Orlando Silva do PCdoB-SP.

A medida de Bolsonaro já está gerando drásticas consequências aos trabalhadores. Com os atrasos, desvios e descaso do governo com o auxílio emergencial, são muitos os trabalhadores que tem sua renda corroída sem nenhuma recuperação.

Fruto da MP, hoje já chegam a 3,9 milhões a quantidade de trabalhadores que tiveram os contratos suspensos, largados pelos próximos meses sem rendas, e cerca de 7 milhões que tiveram algum tipo de redução salarial. São números alarmantes em meio a uma crise sanitária, que mostra que os governantes querem simplesmente rifar vidas de famílias da classe trabalhadora em nome de salvar as vidas de empresas e os lucros dos empresários.

Não surpreende que o relator seja do PCdoB, já que a medida agrada Maia, e o PCdoB tem, no histórico recente se posicionado de forma bastante aproximada com este carrasco da classe trabalhadora. Os deputados do PCdoB foram parte de eleger Maia para a presidência da Câmara, em troca de cargos na mesa diretora, assim como assumiram o nefasto papel de negociar pelas costas da classe trabalhadora medidas brutais como a Reforma da Previdência.

Estender os prazos desta MP é um ataque brutal aos trabalhadores que não podemos aceitar! É inadmissível que siga a carta branca para arrancar a renda de milhões em meio a grave crise sanitária e também econômica que vivemos! Nem reduções salariais, nem suspensões de contratos, muito menos demissões, como muitas empresas estão fazendo, devem ser permitidas.

Medidas como essas mostram para onde apontam os congressistas - mesmo aqueles que tentam se pintar a esquerda. Colocam em primeiro lugar a economia, e não em função dos trabalhadores, mas em função do interesse no lucro dos patrões, ao invés de direcionar investimentos para um plano de emergência frente a crise sanitária, que lota os leitos de UTI ao redor de todo o país.




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