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Congresso dos delatados deve sair de férias após votar mais cortes na educação

Votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que prevê mais cortes na educação enquanto garante o pagamento da dívida pública aos banqueiros, é um critério para que ocorra o recesso parlamentar. A LDO está em pauta nesta quinta (13) e deve liberar os políticos para suas férias depois de arrocharem mais ainda o orçamento dos serviços públicos.

quinta-feira 13 de julho| Edição do dia

Na última terça (13) o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) chegou a declarar que não faria o chamado "recesso branco", que é quando os políticos simplesmente deixam de ir nas sessões antes do recesso oficial. A fala de Eunício vai no sentido de pressionar seus colegas da casta política a comparecer na sessão de hoje para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

A regra é que o recesso parlamentar não pode ocorrer se a LDO não for votada. Por isso o presidente do Senado tenta pressionar ameaçando que fará sessões "até o dia 31 de julho", caso os demais parlamentares não apareçam para votar. Uma ameaça bastante simbólica para esses políticos, dos quais a maioria jamais trabalhou, chamar sessões parlamentares quando eles normalmente estariam "de férias".

A LDO é uma lei que determina prioridades de gastos dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário e do Ministério Público. Neste ano estão previstos mais cortes nos serviços públicos que atendem a população trabalhadora. Na educação, por exemplo, a previsão é reduzir em cerca de 7% o orçamento. Conforme prevê a PEC 55, aprovada no final do ano passado, os gastos não podem ultrapassar o ano anterior, ou seja, não podem ocorrer investimentos. Antes mesmo de aprovar oficialmente a PEC a LDO de 2016 já previa isso.

A LDO vai garantir também, além de todos os privilégios e super salários da casta política e dos juízes, a manutenção do pagamento da dívida pública aos banqueiros. Atualmente a estimativa é que quase metade de todo o orçamento seja destinado a este mecanismo de repasse de dinheiro público para os ricos. A votação desta noite deve garantir mais um ano de "bolsa banqueiro" como prioridade orçamentária.

A oposição chegou a ameaçar obstrução da votação mas, até o momento, a sessão está mantida. Acompanhe mais detalhes no Esquerda Diário.




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