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GUERRA COMERCIAL

Conflito China-Estados Unidos: em direção a uma nova trégua?

Depois de uma explosiva sexta-feira com trocas de represálias tarifárias, nesta segunda-feira desde a reunião do G7, Donald Trump deu uma guinada. Talvez relacionado ao declínio acentuado do yuan que atingiu valores mínimos em onze anos, Trump confirmou que retomará as negociações com Pequim.

quarta-feira 28 de agosto| Edição do dia

Esta segunda-feira abriu a semana marcada pelo impacto que poderia aumentar a escalada na disputa comercial entre a China e os Estados Unidos ocorrida na sexta-feira, quando os dois países redobraram as ameaças anunciando mais aumentos tarifários.

No entanto, enquanto a China baixou o preço do yuan para um valor de 7,17 por dólar (menor valor nos últimos onze anos), a fim de neutralizar o efeito das medidas anunciadas por Trump na sexta-feira, o presidente dos EUA deu uma guinada.
Desde a reunião do G7 em Biarritz (França), Donald Trump confirmou que a comunicação entre os representantes dos dois países foi retomada para iniciar uma nova rodada de negociações. O acordo que ambos os países podem alcançar "será magnífico para os EUA e será magnífico para o mundo".

"Eles nos chamaram e começaremos a negociar em breve, e veremos o que acontece", disse o polêmico Trump, tentando acalmar os "mercados" que afundaram na sexta-feira, impactados pela crescente disputa comercial. Trump também disse que Xi Jinping é "um grande líder" e ressaltou que "uma das razões pelas quais a China é um grande país e que entende como a vida funciona".

Em resposta às declarações de Trump, o vice-primeiro-ministro Liu He, que liderou as negociações com Washington, disse segunda-feira que a China estava disposta a resolver a disputa comercial por meio de negociações "tranquilas" e se opunha à escalada do conflito.

O impacto nos “mercados”

Na segunda-feira apontou uma recuperação em Wall Street. Os 11 setores do índice S & P 500 subiram depois da queda de sexta-feira.

"O sentimento de hoje é de conciliação, o presidente está tentando recuar", disse Art Hogan, diretor de estratégia de mercado da National Securities, em Nova York.
Diferente foi o destino dos “mercados” na América Latina que fecharam a maioria com perdas, devido à descrença dos investidores sobre o futuro das relações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

"Em nossa opinião, é mais provável que as tensões comerciais aumentem do que sejam resolvidas", disse a equipe de economistas do BNP Paribas em uma nota aos clientes.

No meio de uma disputa comercial que parece não ter uma resolução próxima, e dos crescentes temores de uma recessão global acelerada pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o G7 se reuniu na França, sem pena nem glória.




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