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Confira carta-programa da “Pra poder contra-atacar” para o DCE Unicamp 2020

Conheça, apoie e vote: chapa “Pra poder contra-atacar” para o DCE Unicamp 2020, composta por estudantes da Faísca e independentes.

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segunda-feira 11 de novembro| Edição do dia

Por um DCE proporcional que construa a unidade dos estudantes com os trabalhadores contra Bolsonaro e Dória, vote: “Pra Poder Contra-atacar” para o DCE 2020

Em um cenário internacional efervescente contra os ataques da crise capitalista, jovens e trabalhadores chilenos saem às ruas dizendo: “nos roubaram tanto, que nos roubaram o medo” e fazem barricadas para derrotar o governo Piñera mostrando que a luta de classes retorna à América Latina. No Brasil de Bolsonaro, querem nos fazer trabalhar até morrer e o futuro da juventude é trabalho precário, com Rappi e Ifood. 

O Judiciário golpista, depois de centenas de dias de prisão arbitrária, soltou Lula. Nós exigimos sua liberdade, e agora é preciso ir contra todo autoritarismo e golpismo, sem dar nenhum apoio político ao PT que abriu caminho para a direita com sua conciliação de classes. Para isso, as centrais sindicais, como a CUT e CTB, e a UNE devem romper a trégua e construir a luta contra os ataques, apoiando-se na juventude que foi o primeiro setor a repudiar Bolsonaro e seu projeto de país que matou Ágatha Félix e segue sem justiça por Marielle.

Neste ano, na Unicamp, fruto da nossa luta, tivemos a implementação das cotas étnico-raciais e do vestibular indígena, odiados pela direita. Paralisamos os cursos e estivemos nas mobilizações nacionais, nos colocando contra os cortes na educação, a Reforma da Previdência e a CPI das estaduais, que após 6 meses recomendou a cobrança de mensalidades, mais terceirização e demissão dos servidores, alinhada à reforma administrativa de Paulo Guedes. Além disso, com o Marco Legal da Ciência e o Future-se de Weintraub, querem privatizar nosso conhecimento definindo quais pesquisas são "lucrativas", um ataque reacionário e anti-ciência.

Na Assembleia universitária chamada pela reitoria, nós fomos mais de 8 mil, mas, além de não podermos deliberar, os trabalhadores terceirizados não foram liberados para participar. Knobel diz defender a universidade pública, mas reprime nossa vivência, aprovou os fundos patrimoniais que permitem financiar a universidade com dinheiro privado, vai demitir 330 terceirizados dos bandejões e junto à Funcamp está demitindo Sidney, único terceirizado que falou na assembleia. Como defender a universidade pública abrindo espaço à privatização e demitindo trabalhadores?

Nós tínhamos força para derrotar os ataques de Bolsonaro em maio, com milhares de jovens nas ruas? Nós achamos que sim, mas não fomos além dos atos dispersos e sem continuidade chamados pela direção da UNE, que é composta pelo PT e PCdoB (representado pela chapa “Tsunami da Educação”), justamente porque ao invés de organizar nossa luta, negociaram nosso futuro com Maia e seus governadores apoiaram a Reforma da Previdência. Poderíamos derrotar o conjunto dos ataques, se aliando a classe trabalhadora, mas as direções das centrais sindicais e da UNE não unificaram a luta da reforma da previdência com a luta contra os cortes.

A Oposição de Esquerda da UNE, composta pelo PSOL e PCB (ambos da atual gestão do DCE e hoje se dividem nas chapas “Embarca na Luta” e “Unicamp Popular”), poderiam fazer da Unicamp um exemplo de organização dos estudantes, colocando-se a exigir um plano de lutas da UNE. Infelizmente, não foi isso que vimos ao longo do ano, negaram-se a chamar um Encontro Estadual para organizar nossa força, nosso DCE foi gerido sem reuniões abertas e fizeram um Congresso quando os ataques já tinham passado, rotineiro e longe da base.

Acreditamos que para defender a universidade pública das mãos da extrema direita de Bolsonaro é preciso de um DCE que organize a luta pela base, independente da reitoria e levantando um programa que se ligue aos trabalhadores e a população. 

Batalhamos por um movimento estudantil aliado aos trabalhadores. Por isso, defendemos com unhas e dentes os 330 terceirizados e Sidney. E acreditamos que o Chile mostra o caminho para lutar pela educação e enfrentar os ataques de Bolsonaro e Dória.

Para o DCE 2020 propomos:

1. Para unificar os estudantes contra Bolsonaro, propomos a Proporcionalidade e reuniões abertas do DCE. Assim, todas as chapas que participam da eleição seriam da gestão de forma proporcional aos seus votos, expressando suas diferentes concepções abertas aos estudantes. As outras chapas dizem querer construir a unidade, mas são contra a proporcionalidade, negaram uma convenção entre as chapas e não tem nenhuma proposta efetiva que unifique os estudantes da Unicamp para enfrentar Bolsonaro.

2. Organizar uma grande Calourada Unificada que promova debates e vivência entre os cursos contra os ataques de Bolsonaro à juventude!

3. Por um DCE que impulsione juntos aos CAs: vivência, arte, festas e debates por toda a parte! Contra a universidade produtivista e fechada à população. Por um Festival Cultural na Unicamp, para ocupar a universidade com arte e política!

4. Pelo fim do modelo de universidade-empresa. Que o conhecimento produzido na Unicamp sirva aos trabalhadores e à população e não à empresas como a Vale que destrói a natureza e o iFood que precariza o trabalho da juventude! Lutar em defesa do HC e CAISM!

5. Pela ampliação da moradia e das bolsas-auxílio conforme a demanda e sem a contrapartida do trabalho. Pela ampliação das creches e por espaços noturnos para todos que estudam e têm filhos. Não à ameaça de fechamento da biblioteca do IA. Pela contratação de mais funcionários e investimento em infraestrutura

6. Pelo fim da estrutura de poder herdeira da ditadura. Por uma Estatuinte com representantes eleitos nas unidades que possa varrer essa estrutura antidemocrática do CONSU em que professores têm a maioria dos votos! Que os rumos da Universidade sejam decididos por estudantes, funcionários e professores de acordo com o peso real de cada categoria. 

7. Defender cotas étnico-raciais proporcionais ao número de negros no estado de São Paulo, rumo ao fim do vestibular e estatização das universidade privadas: todo jovem trabalhador, pobre e negro tem direito de estudar sem pagar!

8. Se Bolsonaro, Damares e os conservadores nos atacam, organizemos mulheres, negros e LGBTs: defendemos uma Secretaria aberta de combate às opressões no DCE!

9. Basta de trabalho precário que explora mulheres negras: Efetivação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público.

10. Por um DCE aliado aos trabalhadores e que tenha como primeira tarefa organizar uma forte campanha em defesa de Sidney e dos 330 trabalhadores terceirizados do bandejão!




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