Educação

CORTES NA EDUCAÇÃO

UFSC rejeita Future-se e aprova greve em assembleia imensa

Após assembleia e reunião aberta, centenas de pessoas da comunidade da UFSC rejeitam o programa “Future-se” do governo federal que pretende privatizar o ensino superior gratuito e após cortes nas universidades federais. Foi aprovada pela maioria a realização de greve geral e chegou a ser discutida a suspensão do vestibular para 2020.

quarta-feira 4 de setembro| Edição do dia

Desde a segunda-feira (02) a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem chamado a atenção de todos por decisão tirada em assembleia geral, convocada pelo Conselho Universitário (CUn), indicando a rejeição a adesão ao programa “Future-se” do governo federal. Essa não foi a primeira universidade a tomar tal medida, tendo já dezenas de universidades federais se posicionando oficialmente contra absurda medida privatista.

Mas o fato ocorrido na UFSC chama atenção pois não foi algo tirado por decisão somente do Conselho Universitário. O mesmo convocou uma assembleia geral na segunda-feira (02) na qual ficou indicada a rejeição do programa, além da emissão de nota oficial contra a nomeação de Marcelo Recktenvald como reitor – tendo este sido nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta – e a aprovação do estado de greve geral, com a formação de um Comitê para mobilizar a comunidade externa em defesa da UFSC. Na assembleia, que contou com a presença de quatro a cinco mil pessoas, foi debatida a suspensão do vestibular 2020 até a liberação dos recursos cortados, sendo o ponto que gerou mais debate, entretanto após o final da assembleia, em nota para as redes sociais, foi colocado que o vestibular é um ato administrativo regular, regido pelo Conselho Universitário e, por isso, não será cancelado.

Em posicionamento para NSCTotal os coordenadores gerais do DCE-UFSC, Luís Travassos e Marco Antônio Marcon Pinheiro Machado, afirmam que a reivindicação foi debatida e aprovada no ato (assembleia geral), mas é algo que depende da aprovação do CUn, a instância máxima de deliberação da universidade. Complementam ainda dizendo ter sido discutido uma suspensão, não é um cancelamento: “A gente quer que o vestibular aconteça, mas não sob as condições que a universidade está agora. Sem condição de RU, sem condição de segurança, porque já foram demitidos funcionários terceirizados que faziam a segurança da universidade”.

Na reunião aberta de terça-feira (3), que ocorreu no campus de Florianópolis, contou com a presença de membros do CUn da UFSC, de unidades acadêmicas, da diretoria de campi, de sindicatos, estudantes e funcionários, foi aprovada, por maioria dos votos, a retaliação do programa, como mostra o G1.




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