Gênero e sexualidade

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Comparado a 2014, recursos para combate à violência contra a mulher caíram 79%

De janeiro a julho deste ano R$ 20,4 milhões foram repassados às ações de proteção à mulher, segundo pesquisas do Poder 360. Em 2014, haviam sido R$ 95,3 milhões, ou seja, o corte nesse período foi de 79%.

segunda-feira 20 de agosto| Edição do dia

De janeiro a julho deste ano R$ 20,4 milhões foram repassados às ações de proteção à mulher, segundo pesquisas do Poder 360. Em 2014, haviam sido R$ 95,3 milhões, ou seja, o corte nesse período foi de 79%. Em relação a 2017, a queda foi de 25%. Das ações que foram mantidas, uma das consideradas mais importantes é a Central de Atendimento à Mulher, e o investimento nela foi o menor desde 2014, quando foi destinado R$ 4,9 milhões.

Hoje, o programa de combate à violência é ligado à Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, que está desde junho vinculada com o Ministério dos Direitos Humanos. Após o golpe institucional de 2016, as políticas públicas para combater a violência contra mulher que já eram insuficientes nos governo de Lula e Dilma, foram mais rebaixadas ainda, e a redução absurda nos gastos com isso são um grande exemplo de como o Estado não se preocupa com a vida das mulheres.

Essa limitação do combate à violência contra a mulher que encontramos hoje, no entanto, também foi presente no governo do PT, que nos 13 anos que esteve no governo nunca se colocou para proteger a vida das mulheres consequentemente. Nos mandatos de Lula e Dilma, por exemplo, o aborto que é uma das grandes causas de mortes de mulheres por serem submetidas a procedimentos clandestinos e nada seguros, nunca foi legalizado.

Segundo Ana Paula Antunes Martins, doutora em Sociologia e professora substituta no Departamento de Gestão de Políticas Públicas da UnB (Universidade de Brasília), os recursos são fundamentais para que consigamos não apenas solucionar os casos, mas previnir eles. Com base nisso, afirma: “O investimento do Estado não apenas abre novos serviços voltados à política de combate, mas faz com que os que já existam se mantenham.”

O ministério de direitos humanos, por outro lado, divulgou uma nota na qual afirma que os cortes foram feitos em virtude do cenário econômico do país, sempre colocando a culpa na crise, ao mesmo tempo em que os salários os juízes que recebem uma série de privilégios é aumentado para R$ 40 mil. Está muito explícito: na crise, ou são eles ou nós, e esse estado nunca vai ser capaz de responder às demandas das mulheres. Sem nenhuma confiança na demagogia que eles fazem dizendo que vão implementar mais programas para garantir segurança, precisamos de um grande plano nacional de emergência contra a violência às mulheres, que seria a única saída capaz de dar uma resposta de fato.




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