IMPERIALISMO

Como um abutre diante da carniça, Citibank está eufórico com o Brasil sob Bolsonaro

O gigante financeiro americano Citibank está eufórico prevê grande crescimento no Brasil. Já planeja participar das privatizações de bancos públicos e está seguro que o direito dos brasileiros a se aposentarem será trucidado.

quarta-feira 26 de dezembro de 2018| Edição do dia

O gigante financeiro americano Citibank está eufórico com o que poderá roubar do país sob Bolsonaro, prevê investimentos a troca de mil e uma privatizações e ataques aos direitos dos trabalhadores. A euforia do Citibank não é porque será uma novidade sua participação no saque imperialista do país, mas estão convictos de que poderão roubar o país muito mais. Durante os governos tucanos, do PT e de Temer, o Citibank já tinha lucros excepcionais no país ao ter garantido um monopólio criminoso: ele é um dos 11 bancos privilegiados que consta no esquema dos “dealers” do Banco Central, passando por suas mãos, com juros, quase todas transações de mais de R$1trilhão por ano com os títulos da dívida ou com o câmbio.

O banco imperialista tem planos audazes para o país com uma nova ofensiva de espólio, quer crescer 40% nos próximos anos, consolidando a filial como a quinta maior do grupo no mundo. Espelhando o gigante espanhol Santander que tem uma de suas maiores operações do mundo aqui, e fonte de quase 40% de seus lucros mundiais, o Citibank não quer ficar atrás e está entusiasmado com a subserviência aos EUA de Bolsonaro.

Marcelo Marangon, presidente das operações do banco no Brasil deu extensa entrevista ao Estado de São Paulo onde delineia seu otimismo com privatizações e a reforma da Previdência. Para ele, com a pressão do mercado, de deputados empresários e de todo o apoio judicial (e por trás dos mesmos os militares) a reforma da previdência deve ocorrer, ele respondeu a pergunta do jornalista “e se a reforma da Previdência não ocorrer“ trabalhando categoricamente com a afirmação de que vai: ‘’ Não trabalhamos com esse cenário. Achamos que já existe um consenso dentro do governo, que tem sido muito claro na priorização das reformas. As equipes de Bolsonaro estão sendo formadas com técnicos, bons especialistas. A equipe econômica é forte e tem a confiança do mercado financeiro.”
Não aparece em sua entrevista, mas claro que deve aparecer na análise para os experts do mercado financeiro, a clara conivência traidora das centrais sindicais que agora, até mesmo na figura da opositora CUT propõe negociar uma reforma, aceitar parte do ataque aos direitos dos trabalhadores e oferecer uma “paz social” a Bolsonaro. Para se aprofundar nesta crítica leia: “CUT oferece paz a Bolsonaro, reforma da previdência “alternativa” e oposição “propositiva””

O empresário também não esconde seu otimismo com o entreguismo do governo Bolsonaro, ele se diz otimista com a privatização de bancos públicos: “ Existe uma estratégia de privatizar algumas linhas de negócio e a tendência de focar esses bancos em seus respectivos negócios principais. Nós estamos acompanhando esse processo de perto tanto sob a ótica de participar da estruturação tanto de eventuais interessados globais.”

A depender do apetite de abutres do Citibank, do entreguismo de Bolsonaro teremos nossos direitos bem como os bancos públicos entregues ao imperialismo. Cabe organizar em cada local de trabalho, superando as burocracias sindicais, lhe impondo um plano de luta que impeça a entrega de nossos direitos como já tentam negociar com Bolsonaro, um que foi eleito com a ajuda e manipulação do judiciário para continuar e aprofundar os ataques de Temer.




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