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ATAQUES

Como se fosse um FMI dentro do país, Fazenda nega recursos ao RN querendo mais ataques

terça-feira 26 de dezembro de 2017| Edição do dia

Para conseguir alguns votos a mais para se livrar da aceitação da denúncia de Janot, Temer prometeu mundos e fundos aos estados em crise. Passado este capítulo da crise política encontra maneiras "técnicas" de negar os recursos e assim aumentar a pressão sobre os estados. Aqueles que quiserem recursos precisam adotar medidas draconianas e privatistas como o Rio de Janeiro.

O papel do governo federal frente aos governos estaduais, tão propensos a atacar direitos dos trabalhadores e da população como os golpistas do Planalto é de disciplinar para garantir que todos ataquem ao máximo, emulando o FMI em negociações dos anos 90 ou o papel de Merkel frente à Grécia.

O Ministério da Fazenda descartou socorrer o Rio Grande do Norte por meio de repasse de recursos do Orçamento, que seriam usados para o pagamento de salários atrasados dos servidores, segundo informações do jornal Estadão.

O ministério enviou uma carta ao governador do Estado, Robinson Faria (PSD), comunicando a decisão. A negativa abriu uma crise com o governo estadual, que tinha conseguido o patrocínio do Palácio do Planalto para a operação e esperava ver o dinheiro até o fim deste ano.

Na véspera do Natal, o governador chegou a prometer no Twitter que os salários atrasados dos servidores seriam pagos nos próximos dias, a partir da edição de uma medida provisória que estava sendo negociada pelo Mistério do Planejamento para transferir R$ 600 milhões do governo federal.

Mesmo com o aval do Planalto, a operação enfrentava resistência da área econômica, que vê na concessão de um socorro desse tipo um precedente de alto risco no relacionamento com os Estados. Na carta encaminhada ao governador, o secretário executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, argumentou que parecer do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) inviabilizava a operação.

A maneira da Fazendo e o MP aceitarem os recursos seria assinando um pacto de ataques como fez Pezão no Rio de Janeiro, vendendo a CEDAE e aumentando a contribuição previdenciária do funcionalismo.

A negativa de conceder recursos ao Rio Grande do Norte, com o receio de gerar "precedente" é uma nova mostra da pressão do governo federal para que estados em crise adotem um plano de emergência como o carioca, que tenha como contrapartida das renovadas dívidas privatizações e retirada de direitos.

Com informações da Agência Estado




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