Política

GOLPE

Como presidente (golpista), Temer não pode ser investigado por atos fora do mandato.

Enquanto estiver à frente do Palácio do Planalto, Temer só pode ser investigado se houver suspeita de crime em atividade relacionada as suas funções atuais.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

sexta-feira 2 de setembro| Edição do dia

A efetivação de Michel Temer como presidente golpista traz consequências jurídicas para o peemedebista: a partir de agora, ele não pode ser alvo de investigação penal até o fim do seu mandato, a não ser que cometa crime no exercício das funções.

Por uma interpretação de dispositivo da Constituição, o presidente da República não pode ser investigado por atos estranhos ao exercício da função durante a vigência do mandato. Ou seja, enquanto estiver á frente do Palácio do Planalto, o golpista Michel Temer só pode ser investigado se houver suspeita de crime em atividade relacionada a sua função como presidente.

Para aqueles que saíram nas ruas nas manifestações da direita achando que estavam lutando contra a corrupção, viram que aqueles que estavam encabeçando este movimento que defendia o impeachment da ex-presidente Dilma tem a prática da corrupção no seu DNA. Desde os movimentos de direita que foram para as ruas como o MBL, assim como os deputados e senadores que votaram pelo golpe institucional, estão envolvidos em milhões de esquemas espúrios, conforme este site vem denunciando.

Esta blindagem que estão querendo dar para este governo ilegítimo, tem como objetivo garantir uma pretensa estabilidade ao golpista Michel Temer, para que este consiga aplicar os ataques contra a classe trabalhadora que está prometendo. A pretensa "paz social’’ que Temer e a direita quer estabelecer no país, tem como principais interesses esconder os esquemas de corrupção na qual estão afundados.

Conforme denunciamos também em outros textos neste site, a intenção desta direita golpista é trocar os esquemas que aconteciam no ex-governo por outros que certamente vão ocorrer neste. Vale lembrar, que os esquemas de corrupção na qual o PT fez parte quando foi governo teve a participação dos partidos de direita que votaram pelo impeachment de Dilma. Tanto é que, o próprio Michel Temer hoje está sendo citado pela operação Lava Jato.

É preciso um plano de luta que coloque abaixo este governo golpista e que barre os ataques contra os trabalhadores e demais populares da sociedade. Para nós as lutas que estão se enfrentando contra o governo golpista de Michel Temer tem que ter como objetivo impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana. Só assim podemos questionar este sistema, que não consegue respeitar nem o sufrágio universal.




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