QUILOMBO VERMELHO

Como podemos voltar a respirar? Confira novo programa do Quilombo Vermelho

No terceiro episódio do programa do Quilombo Vermelho no Youtube Letícia Parks retoma ideias da brilhante revolucionária Rosa Luxemburgo, em um contexto no qual os negros vão às ruas mundialmente por justiça a George Floyd mostrando sua revolta com esse sistema capitalista de exploração e opressão.

domingo 7 de junho| Edição do dia

Após dias com gritos de “Vidas negras importam” e “Sem justiça, sem paz” ao redor do mundo, os negros voltaram a ocupar o protagonismo da história, mostrando como estão dispostos a se rebelar contra esse sistema de opressão e exploração.

Desde o início da pandemia estamos vendo como a crise sanitária e econômica recai mais sobre os negros. São os que não tiveram direito à quarentena, obrigados a continuar trabalhando sem condições adequadas de prevenção. Os que ocupam os postos de trabalho mais precários como os entregadores de aplicativo, que mostraram sua fúria na última sexta-feira na Av. Paulista. Mulheres negras estão nos hospitais como trabalhadoras da saúde, ou através do trabalho terceirizado.

Os negros são os que mais morrem com a pandemia, e isso não é por nenhuma questão biológica. É por conta das piores condições de moradia, de trabalho, de prevenção ao vírus e de acesso a um sistema de saúde de qualidade. Em regiões dos Estados Unidos como Chicago, apesar da população negra ser de 30%, as mortes dos negros são 70%. Em Mississipi, os números escancaram o racismo do Estado: a população negra é 38% da população total, mas 71% dos mortos são negros.

Se ficam em casa, são assassinados pelas balas da polícia, como foi com o jovem João Pedro, no Rio de Janeiro. Se vão ao trabalho da mãe que é empregada doméstica, podem cair do 9º andar por descaso da patroa, como foi com Miguel. Se saem, podem ter o joelho de um policial supremacista branco pressionando seu pescoço por mais de 10min mesmo sob sussurros de “eu não consigo respirar”.

Mas os negros não aceitam calados: por todo o mundo, há dias está ecoando gritos de justiça por George Floyd, contra a violência policial e as desigualdades do sistema. Letícia Parks, no programa, retoma o questionamento de Rosa Luxemburgo para pensar os tempos atuais: socialismo ou barbárie?

Assim, resgatando grandes debates de revolucionários para emancipar a humanidade desse sistema de exploração e opressão, discute a ideia da revolução para superar o racismo e o capitalismo, lutando por uma saída que os negros possam ter uma outra vida, em liberdade.

No Brasil, os atos ocorrerão amanhã, 7, e é necessário levarmos essa luta à frente no país mais negro fora da África, lutando também pelo Fora Bolsonaro e Mourão, sem confiança nos governadores, no STF do golpe institucional, nem no judiciário que mantém 40% da população encarcerada sem julgamento (negros em maioria).

Acompanhe a cobertura das manifestações neste domingo com o Esquerda Diário

Assista:Por que eu vou nos atos de domingo?




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